Justiça flagra ‘jeitinho’ na adoção

27 de janeiro de 2012

Com 180 casais, em média, a fila de adoção de crianças em Bauru tornou-se ‘assombração’ para alguns pretendentes. Mas a ânsia e a pressa em dispensar cuidados incondicionais ao próprio filho, neste caso ‘do coração’, têm levado homens e mulheres a lançar mão de ao menos cinco estratégias para burlar a sequência de nomes que os antecede, na comarca local. Ciente, a Justiça não só vem identificando tais iniciativas como tem trabalhado para evitar que elas prejudiquem os que aguardam a convocação legal.

Segundo a reportagem apurou, tais manobras têm provocado vários pedidos de exames de DNA. Compreensível. São vários os casos relatados nos corredores do Fórum em que a esposa recebe em casa a amante do marido, que está grávida dele. Tanta bondade feminina suscitou desconfianças. Estranhamente, em todos os casos, as respectivas gestantes abrem mão do bebê logo após o parto. Numa nova demonstração de nobreza, as ‘titulares’ demonstram interesse em registrar a criança.

Diante de situações desta natureza, os exames são solicitados para confirmar a paternidade. Até agora, nenhum dos pedidos foi procedente. Ou seja, eles não eram pais biológicos como afirmaram em juízo. Tudo indica que várias das mulheres acolhidas pelos casais sejam vítimas do crack. Recebem guarida durante a gestação com o compromisso de deixar o recém-nascido com o casal. Ampará-las durante a gravidez não constitui crime, contexto que muda com as afirmações falsas no pedido de reconhecimento da criança.

Outra alegação semelhante, igualmente inverídica, também tem batido às portas da Justiça, que mais uma vez solicita o exame de DNA. Supostos parentes de dependentes químicos procuram o Fórum, onde explicam que os pais não têm condições de criar o bebê e se dispõem a fazê-lo. Em grande parte dos casos, são familiares do pai do recém-nascido – tão viciado quanto a mãe. Por enquanto, todos os exames desmentiram as afirmações.

Cidades pequenas
Como o cadastro de adoção em Bauru é respeitado, tem quem procure cidades pequenas e afastadas, onde não existe qualquer relação de nomes interessados em acolher crianças, na tentativa de levar para casa um bebê, sem tanta espera. Atualmente, inclusive, a Polícia Civil investiga um caso aparentemente desta natureza.

Mas até entre magistrados sabe-se de colegas que, ao não elaborarem um cadastro na cidade nem incluírem eventuais recém-nascidos nas listas estaduais e nacional, convoca pessoas do seu próprio círculo ou famílias indicadas para ficar com a criança. Como o pequeno não consta em cadastro algum, dificilmente o juiz enfrentará problemas decorrentes da iniciativa. Neste contexto, até eventuais denúncias são raríssimas.

Outra saída encontrada para evitar o cadastro geral, desta vez, tem origem em instituições de saúde especializadas em algumas áreas. Há relatos de que elas passam, por conta própria, a elaborar uma lista paralela de adoção. Neste caso, a justificativa é o registro de uma relação de pessoas capazes de lidar com a enfermidade. No entanto, vários pretendentes da lista oficial se dispõem a cuidar de crianças com necessidades especiais, embora a preferência ainda seja por bebês de até dois anos com a pela branca e saudável. Por essa razão, na comarca de Bauru, todas essas iniciativas têm sido identificadas e frustradas.

Anos de risco
Tem quem fique por anos com uma criança sem qualquer registro, convivendo com todos os riscos que perpassam a situação. Normalmente, só tenta a regularização prestes à idade escolar, quando os documentos serão exigidos. Neste caso, a alegação é de que o tempo provocou vínculo irreversível. O argumento é, sim, levado em consideração pela Justiça, assim como o do vínculo afetivo e pessoal. Alguns ainda justificam o fato de serem padrinhos ou amigos da igreja, por exemplo, para requerer a adoção.

Crack faz fila andar
Embora o cadastro local tenha, em média, 180 casais inscritos, a fila está andando, conforme o JC apurou. E é justamente o crack que está garantindo esse movimento. Não são raros os casos de mulheres dependentes que chegam sob o efeito da droga para dar a luz. Em muitos casos, assim que recobram a consciência, abandonam o bebê.

Há pouco mais de um mês, inclusive, o JC veiculou o caso de uma usuária que fugiu com seu filho recém-nascido pela porta da frente da Maternidade Santa Isabel, em Bauru.

Tomou a iniciativa após saber que ele, abaixo do peso, não teria alta médica no mesmo dia em que ela. Neste caso, ela queria a criança, deixada na casa de uma amiga. Depois, o recém-nascido voltou à maternidade.

Apenas duas hipóteses dispensam uso do cadastro oficial, alerta juiz
Em apenas duas hipóteses a inclusão no cadastro de adoção não é necessária, segundo o juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer. “O primeiro caso é a adoção unilateral, quando um cônjuge adota o filho do outro. O outro é quando a criança tem mais de 3 anos e está na guarda legal dos adotantes. Nas demais, não”, explica.

Na opinião do magistrado, para que a criança desenvolva todo seu potencial, tem de estar num ambiente adequado. Por essa razão é preciso saber se os pretendentes reúnem as melhores condições para receber a criança.

“Eu sempre falo no curso para os habilitados que uma criança pode salvar toda a humanidade. Steve Jobs foi adotado. Foi abandonado e foi adotado. É considerado o Thomas Edison da nossa época. Mas para que a criança desenvolva todo o seu potencial e salve a humanidade com alguma descoberta, tem de estar num ambiente adequado. E está cheio de gente habilitada por aí”, conclui.

Fonte: Jornal da Cidade, 26/01/12 – 03:00

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Redes sociais podem ser ameaça a crianças adotadas

6 de janeiro de 2012

Jovens britânicos adotados depois de terem sofrido abuso na infância correm o risco de terem novos problemas emocionais, já que alguns pais biológicos recorrem ao Facebook e outras redes sociais para encontrá-los, disseram agências de adoção nesta quinta-feira (5).

A facilidade com que alguns pais biológicos podem usar a tecnologia para entrar em contato com as crianças sem avisar e sem seguir práticas de segurança estabelecidas alarmou as agências de adoção.

As famílias que foram contatadas descreveram a experiência como sendo uma “batida de carro em câmera lenta”, deixando-os “golpeados e feridos”.

“As redes sociais estão abrindo feridas –você não consegue manter segredos”, disse Julia Feast, consultora na Associação Inglesa para Adoção e Amparo (BAAF, na sigla em inglês).

De acordo com as leis inglesas, os pais biológicos não podem acessar os registros de adoção de suas crianças e frequentemente, antes das redes sociais, era muito difícil para fazer contato.

Desde 2005, no país, adultos adotados e seus parentes biológicos têm o direito legal de pedir a uma agência aprovada para ajudá-los a fazer contato um com outro, mas isso pode ser rejeitado se houver preocupações após uma avaliação.

Não se sabe quantos pais biológicos estão utilizando as redes sociais para isso, mas a BAAF afirmou que está recebendo “mais e mais casos”.

A associação quer que o governo instale um sistema em que as agências e pais adotivos possam entrar em contato e dividir duas experiências.

Não são apenas os pais biológicos que estão entrando em contato. Crianças adotadas, especialmente as que estão em idade em que começam a sofrer angústia e começam a ficar rebeldes, estão se conectando.

“Em primeiro lugar, precisamos ser mais abertos e honestos com as crianças adotadas sobre as razões para suas adoções e a realidade do abuso e negligência que sofreram com suas famílias biológicas”, disse Jonathan Pearce, presidente-executivo da associação Adoption UK.

Fonte: Exame.com, 05/01/2012 – 20:52

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Mapa da adoção – Maiores interessados em adotar têm mais de 40 anos

28 de dezembro de 2011

No Brasil, a maior parte dos pretendentes a adotar uma criança ou adolescente tem entre 41 e 50 anos de idade — somam 10.662 pessoas cadastradas. Pessoas com 31 a 40 anos compõem o segundo maior grupo de interessados, com 8.529 cadastrados. Em terceiro lugar, estão aqueles com mais de 61 anos — que chegam a 3.461 do total. Esse perfil dos pretendentes consta no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), instituído pelo Conselho Nacional de Justiça para reunir informações de adotantes e adotados.

A maior parte dos pretendentes é casada (21.685). Em união estável somam 2.254. Outros 2.347 são solteiros, 494 divorciados e 206 viúvos. Ainda do total de pretendentes, 6.614 possuem filhos biológicos e 2.583 possuem filhos adotivos.

Com relação à renda, a maioria ganha entre três e cinco salários mínimos (6.497 do total). Na sequência estão aqueles que recebem de cinco a 10 salários (5.899), de dois a três salários (4.209), de um a dois salários (3.509) e de 10 a 15 salários (2.252).

Região Sudeste
Segundo o último levantamento, grande parte dos pretendentes vive na Região Sudeste – são 13.312 as pessoas cadastradas. São Paulo é o estado com mais interessados inscritos no CNA: com 7.291 do total. Depois vem o Rio Grande do Sul (4.262), Paraná (3.852), Minas Gerais (3.572) e Santa Catarina (2.087).

Dados do último dia 12 de dezembro mostram que o número de pretendentes em todo o país chegava a 27.183. O de crianças e adolescentes aptas a serem adotadas, no entanto, permanecia quase cinco vezes menor — com 4.932 no total. De acordo com o  levantamento, 663 crianças e adolescentes foram adotadas pelo Cadastro Nacional de Adoção desde a sua criação, em abril de 2008.

Os dados também mostram certo crescimento na quantidade de pretendentes, assim como de crianças e adolescentes disponíveis. No levantamento anterior a este — de 10 de novembro — o número  pretendentes somavam 26.953. Crianças e Adolescentes chegavam a 4.907. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

Fonte: Revista Consultor Jurídico, 28 de dezembro de 2011

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Verdadeiro Natal

22 de dezembro de 2011

“Natal é mais verdadeiramente Natal quando nós celebramos dando a luz do amor aqueles que necessitam mais.” Ruth Carter Stapleton

Feliz Natal!

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Adoção temporária irá beneficiar 51 menores

21 de dezembro de 2011

Cinquenta e uma crianças e adolescentes de dois abrigos de Uberlândia vão passar o Natal e o Ano Novo apadrinhados por famílias de voluntários das instituições. O projeto da Vara da Infância e da Juventude tem o objetivo de socializar e dar oportunidade aos jovens de conviver em um ambiente familiar no período de festividades. As datas são de 24 a 26 de dezembro e de 30 de dezembro a 1º de janeiro. Para receber as crianças em casa é preciso ser voluntário dos abrigos há pelo menos um ano e não estar na fila para adoção. É feito um processo de triagem antes da autorização judicial.

De acordo com o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Othon Rúbio de Freitas Rezende, a ação é positiva para os abrigados. “É sempre importante a criança conviver com outras pessoas. Mesmo o abrigo tendo toda a estrutura, é algo que faz bem para a saúde física e psicológica e ainda melhora o estado emocional. Eles [crianças e jovens] passam a ter consciência de família, que geralmente não têm quando estão nas instituições”, afirmou.

Na Carol Casa de Amparo Infantil, localizada no bairro Martins, região central da cidade, 19 jovens de 1 a 11 anos vão passar as festividades fora pela terceira vez. Já na Missão Esperança, localizada no bairro Jardim Brasília, zona norte da cidade, serão 32 crianças e adolescentes de 4 a 16 anos. “Toda criança precisa ter esse senso de família. É algo bom e com resultado positivo”, disse a coordenadora Maria Augusta Freitas Vilela Diniz.

Receber crianças faz bem às famílias

Voluntários que vão receber crianças e adolescentes em casa para passar o período do Natal e do Ano Novo, por meio de projeto da Vara da Infância e da Juventude, dizem que o momento é de alegria e satisfação. A assistente social Karen Daniela Gonçalves é voluntária da Carol Casa de Amparo Infantil há três anos e, pela terceira vez, vai levar crianças para casa no Natal. Neste ano serão três irmãos. “Para mim é uma alegria, pois tenho oportunidade de proporcionar momentos felizes às crianças. É uma sensação boa e faço porque quero um Natal e Ano Novo mais alegres para estes jovens”, disse.

Para Sílvio Luís Gusmão Magri, que trabalha na área comercial de uma indústria de alimentos, a oportunidade é de troca de energias boas. “Quando estamos com as crianças, nós mais ganhamos do que as próprias crianças ganham. É uma satisfação muito grande. Para todos é um momento de alegria e amor e fico feliz de poder fazer isso pela quarta vez”, disse.

Como apadrinhar

Quem pode receber as crianças?
Voluntários com mais de um ano de trabalho nas instituições e que não estejam na fila para adoção

Como se tornar voluntário?
Procurar a Vara da Infância e da Juventude para fazer o cadastro

Endereço: Fórum Abelardo Penna – Praça Sérgio Pacheco, 0 – Uberlândia

Fonte: Correio de Uberlândia, 19/12/2011 18:21

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Defensoria garante a casal homossexual o direito de adotar criança

21 de dezembro de 2011

Completar os planos de constituir família com a adoção de uma criança. Este sempre foi o sonho acalentado pelo casal Mônica de Azevedo, de 37 anos, e Jully Reis, 24, que com a juda do Núcleo de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente (NAECA), da Defensoria Pública do Estado do Pará, conseguiu conquistar o direito de adotar uma menina de dois anos.

Para o casal, esta foi uma vitória familiar, pois agora elas podem declarar à sociedade que tem uma filha reconhecida, sem riscos de que a mãe biológica possa requerer a guarda da criança. “Não há nada que nos impeça de termos este direito. Antigamente, nem ao menos existia a oficialização de união homoafetiva, mas hoje isso é uma realidade”, reforçou Mônica Azevedo. Mas a vitória só veio depois de uma longa batalha judicial.

O casal recorreu primeiramente a uma advogada a fim de adotar a criança recém-nascida, cuja mãe não dispunha de condições financeiras para criá-la. Mas foram alertadas de que esta não seria uma tarefa tão fácil. “Ela recomendou que procurássemos auxílio em algum núcleo especializado da criança e do adolescente. Então decidimos buscar ajuda no NAECA, da Defensoria do Estado, que foi imprescindível na solução do nosso caso”, explicou Mônica Azevedo.

O coordenador do NAECA, Eduardo Lopes, ressalta que a ação ajuizada pela Defensoria Pública do Estado foi que possibilitou o reconhecimento pelo Judiciário paraense da entidade familiar formada por pessoas do mesmo sexo, autorizando que a criança fosse adotada. “Foi respeitado o gênero das mães adotantes, sem discriminação em relação a sua orientação sexual, inclusive com a determinação de que conste na certidão de nascimento o sobrenome de suas duas mães”, ressaltou Lopes.

Mônica e Jully consideram que esta adoção representa uma vitória coletiva, pois traz à tona o reconhecimento dos direitos humanos e da comunidade LGBT, visto que existem muitos casais homossexuais que conseguiram cuidar e educar a crianças que não possuem o sobrenome das duas mães ou dos dois pais no registro de nascimento, impossibilitando que este filho usufrua a todos os direitos que lhe são cabíveis.

“A questão da legalidade na hora de adotar uma criança é muito importante para efeitos de herança, plano de saúde, previdência, etc. A nossa filha terá direito ao patrimônio de nós duas. Muitas crianças que vivem em um lar homoafetivo ainda não possuem estes plenos direitos. Agradecemos ao NAECA por nos defender com máximo empenho perante o promotor e o juiz”, comemorou Mônica Azevedo.

De acordo com Eduardo Lopes, esta foi a primeira decisão de reconhecimento de adoção de criança por casal homossexual, o que demonstra a preocupação da Defensoria Pública do Pará em assegurar o respeito à diversidade de gênero. “Dessa forma, possibilitamos que outros casais que tenham filhos registrados com apenas o nome de um dos pais, estendam a adoção ao seu companheiro”, finalizou o coordenador.

Fonte: Agência Pará de Notícias, 20/12/2011

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Para especialistas, é melhor capacitar profissionais do que mudar Lei da Adoção

16 de dezembro de 2011

Ao invés de mudar a legislação, é preciso profissionalizar as pessoas que trabalham com adoção de crianças e adolescentes – dos funcionários de entidades não governamentais aos membros do Ministério Público e do Poder Judiciário. Essa é a opinião dos participantes da audiência pública realizada pela Comissão de Seguridade Social e Família, nesta quinta-feira (15), para discutir os 25 projetos em análise na Câmara que alteram a Lei da Adoção (Lei 12.010/09).

No debate, especialistas e promotores de Justiça descartaram a necessidade de qualquer alteração legislativa. Eles afirmaram que é preciso fazer valer a lei já existente porque ela não é cumprida.

De acordo com o promotor público Murilo Digiácomo, do Paraná, na maior parte do País, a adoção é tratada hoje com amadorismo e isso tem consequências graves para as crianças. Ele informou que há uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça para que todos os juízes que trabalham com adoção sejam assistidos por uma equipe interdisciplinar, capaz de analisar todas as condições envolvidas no processo. Ele pediu que essa recomendação seja transformada em uma resolução, com prazo para sua aplicação.

“Lidamos com questões que não são apenas jurídicas. São questões sociais, emocionais, que envolvem a psique das pessoas. Cada caso é um caso”, aponta Digiácomo. “Se isso é uma verdade para outras questões do mundo jurídico, para a infância e a juventude é muito maior.”

Perfil
Atualmente, no Brasil, há cerca de 30 mil famílias habilitadas para adoção e 6 mil crianças em condições de serem adotadas. Para Digiácomo, a resposta para essa conta que não fecha é que as famílias brasileiras querem crianças de até três anos, brancas, sem irmãos e sem doenças. Muitas das crianças que podem ser adotadas imediatamente não estão nesse perfil.

A deputada Teresa Surita (PMDB-RR) afirma que, para mudar essa situação, é preciso cumprir a Lei da Adoção, promovendo cursos e campanhas para mudar essa mentalidade no País. “Temos muitas crianças para serem adotadas, mas a falta de campanhas faz com que as pessoas não aceitem porque não estão dentro do perfil que elas querem”, diz a parlamentar, que sugeriu a audiência.

Já a professora do Laboratório do Comportamento Humano da Universidade Federal do Paraná, Lídia Weber, apontou algumas dificuldades criadas pela lei, entre elas a insistência exagerada na reinserção familiar. Para a professora, apesar de a reintegração da criança em sua família ser a melhor alternativa, ela acredita que é esse o motivo de as crianças passarem da faixa etária desejada para adoção, fazendo com que elas acabem ficando nos abrigos.

Fonte: Agência Câmara de Notícias, 15/12/2011 15:53

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Resultado da rifa do rádio portátil AM/FM com CD player

16 de dezembro de 2011

O sorteio da rifa do rádio portátil AM/FM com CD player  ocorreu no dia 14 de dezembro, durante encontro da diretoria do Instituto Amigos de Lucas.

Conforme previsto, foram recolhidos os valores e bloquinhos e, na preseça da presidente, do vice-presidente e demais membros da diretoria do IAL, ocorreu o sorteio: o número sorteado foi o 35, adquirido por  BRUNO ARAÚJO LARA.

Para combinar a retirada do seu prêmio, o Bruno deverá contatar a presidente do Instituto, Rosi Prigol, pelo e-mail  secretaria@amigosdelucas.org.br.

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RS deixou de ter dados confiáveis

15 de dezembro de 2011

O Rio Grande do Sul, que até 2009 tinha um controle preciso do número de crianças adotadas por ano e das características de cada uma delas, perdeu o controle. Atualmente, não há dados confiáveis sobre o ritmo dos processos efetivados.

Até 2009, os números de pretendentes, meninos e meninas disponíveis, e o de adoções realizadas eram atualizados em uma página da internet vinculada ao Tribunal de Justiça. A partir daquele ano, com a nacionalização do cadastro por parte do Conselho Nacional de Justiça, o site estadual deixou de ser abastecido – e o novo formulário digital ainda não é corretamente preenchido em todas as comarcas gaúchas. Como resultado, não se sabe exatamente o número de crianças adotadas no Estado, segundo a assistente social da Corregedoria-geral de Justiça do RS, Angelita Rebelo de Camargo.

Uma das razões para isso é que, quando uma criança é adotada, nem sempre os responsáveis informam corretamente o sistema informatizado a fim de dar baixa no registro. Como resultado, o site nacional informa que teriam ocorrido apenas 247 adoções no Estado desde o ano passado até agora. Até 2009, a média ficava acima de 800 por ano.

A presidente do Instituto Amigo de Lucas, Rosi Prigol, faz outra crítica: se um casal informa que deseja uma criança de até três anos, um menino disponível para adoção que tenha três anos e um mês, por exemplo, já é desconsiderado.

– Se o casal interessado fosse procurado, poderia aceitar uma criança um pouco mais velha – acredita.

Como adotar
Confira, em resumo, de que maneira se candidatar à adoção de crianças:
1 – O primeiro passo é se dirigir ao fórum de sua cidade ou região, com carteira de identidade e um comprovante de residência. Lá será informado que outros documentos são necessários para dar continuidade ao processo, como comprovantes de renda e outros.
2 – Os documentos são analisados e, se estiverem de acordo, os interessados serão chamados para a realização de entrevistas. Essas entrevistas, que procuram avaliar as condições da nova família de receber a criança, são realizadas com a equipe técnica das varas da Infância e da Juventude, com profissionais de áreas como assistência social e psicologica.
3 – Um laudo é elaborado e encaminhado para o juiz responsável, que cadastra os interessados na lista de pretendentes habilitados para adoção.
4 – Com base nas preferências demonstradas pelos interessados (como sexo, idade ou raça da criança), são feitos cruzamentos com a base de dados das crianças aptas a serem adotadas. Os critérios podem variar conforme a comarca, mas normalmente se dá preferência a quem não não tem e não pode ter filhos, além da ordem cronológica de entrada na lista.
5 – Quando o perfil de uma criança disponível coincide com o que é procurado pelos pretendentes, a adoção pode ser efetivada.

Fonte: Zero Hora, 4 de dezembro de 2011 [Parte 5]

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Casal aguarda bebê há quase dois anos

14 de dezembro de 2011

Moradores de Alvorada, o motorista Alessandro Amaral, 33 anos, e a vendedora Juliana Nunes de Oliveira, 33 anos, vivem uma espécie de gravidez sem data para terminar. É assim que eles encaram a espera por um bebê de até um ano de idade para adotar. A exigência de pouca idade do futuro filho é um dos fatores que podem ampliar a demora e inchar a fila de pretendentes por uma criança.

– Queremos um filho para amar e formar uma família – conta Juliana, que não pode engravidar.

Como o casal faz questão de um bebê, a fim de experimentar todo o processo de desenvolvimento de um filho, ambos estão conformados com a espera. Em uma primeira oportunidade, chegaram a cogitar a possibilidade de uma adoção “à brasileira”, ou seja, feita à margem do processo convencional de adoção. Porém, como desistiram da tentativa extraoficial, há um ano e sete meses aguardam um bebê que não tem prazo para chegar.

– Já fizemos entrevistas com assistente social, psicóloga, curso, estamos prontos – afirma a vendedora.

O casal também participa do grupo de apoio vinculado ao Instituto Amigo de Lucas, de quem receberam informações e auxílio para enfrentar o longo processo de uma adoção. Para reduzir a ansiedade, decidiram não providenciar um quarto, móveis ou roupas até serem apresentados ao candidato à adoção.

– Em vez de ir comprando coisas, como nem sabemos ainda se será menino ou menina, vamos colocando dinheiro na poupança – conta a futura mãe adotiva.

Fonte: Zero Hora, 4 de dezembro de 2011 [Parte 4]

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