Arquivo de novembro de 2009

Apadrinhamento Afetivo – encontro de padrinhos e afilhados foi nesse sábado

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Crianças e adolescentes de 6 a 18 anos, sob proteção do Estado, terão um Natal diferente este ano. Eles poderão sair dos abrigos onde vivem e passar a data festiva com seus padrinhos e madrinhas afetivos. O encontro que propiciou uma nova vida para o grupo de 76 abrigados ocorreu na tarde deste sábado no Ginásio do Pão dos Pobres, na Capital.

Encontro dos padrinhos e afilhados

Encontro dos padrinhos e afilhados

A psicóloga da ONG (Organização não Governamental) Instituto Amigos de Lucas, Lizianne Cenci, afirmou que o Programa de Apadrinhamento Afetivo para Crianças e Adolescentes em situação de abrigagem tem o objetivo que recuperar a autoestima dessas pessoas. “Com o carinho e o afeto dos padrinhos e madrinhas, eles se tornam crianças mais seguras em seus relacionamentos sociais e emocionais, conscientes de sua cidadania, exercendo sua crítica e participação nas decisões de mudança da sociedade”, afirmou Lizianne.

O apadrinhamento pode resultar ainda na possibilidade remota de adoção dos residentes de abrigo. “O programa iniciou há oito anos e desde lá, cerca de 10% das crianças e adolescentes apadrinhados foram adotadas pelos padrinhos”, enfatizou a psicóloga da ONG. O processo inicia com o cadastramento dos candidatos a padrinhos. É feita uma entrevista. Os selecionados realizam oficinas preparatórias para os dois encontros, onde no final é decidido se o vínculo será concretizado. Somando os apadrinhados deste sábado, chegam a 400 o número de crianças e adolescentes de Porto Alegre que conquistaram lares de referência para passar férias e finais de semana, além de participar de eventos festivos, como Páscoa, Natal, virada de ano e aniversário.

A ONG Instituto Amigos de Lucas foi fundada em 8 de outubro de 1998. Atua na prevenção ao abandono na infância com ênfase na sexualidade consciente na adolescência; pré-natal protegido e adoção legal como alternativa. Cada um destes temas é uma frente de trabalho implementada, composta por especialistas e leigos, todos voluntários, na busca da erradicação dessa problemática social.

Os voluntários são oriundos das mais diversas áreas: advogados, assistentes sociais, jornalistas, juizes de direito, médicos, psicólogos e promotores públicos. “Todas têm o objetivo comum de buscar alternativas da família às crianças e adolescentes dos abrigos do Rio Grande do Sul”, afirmou Lizianne.

Fonte:
Correio do Povo, 30/11/2009 – Mirella Poyastro

CNJ treina juízes sobre os Cadastros Nacionais que tratam de crianças e adolescentes

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Corregedor nacional de Justiça pede a cooperação dos juízes para implantação dos Cadastros.
Juízes das Varas da Criança e Juventude de todo o país reuniram-se em 16/11 no plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em Brasília para o treinamento sobre três Cadastros Nacionais relacionados a criança e adolescente: Cadastro Nacional de Adoção; de Adolescentes em Conflito com a Lei; e de Crianças e Adolescentes Acolhidos, todos criados pelo CNJ. Do Rio Grande do Sul estiveram presentes ao encontro o Juiz José Antônio Daltoé Cezar, da 2ª Vara do JIJ de Porto Alegre, e a Coordenadora de Correição, Suzete Maria Echer.
Ao abrir o encontro, o corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, pediu a cooperação dos juízes para que eles sejam multiplicadores das informações e contribuam na implantação dos Cadastros, já que os juízes serão os responsáveis de fornecer as informações, como gestores do Cadastro. “Não há planejamento e gestão sem um mínimo de informação”, disse o ministro Dipp, lembrando que, antes de os cadastros terem sido criados, as unidades do Poder Judiciário eram “ilhas sem comunicação”.
A Corregedoria Nacional de Justiça ficará responsável pela administração dos dados dos Cadastros. No último dia 27 de outubro, foi criado o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Acolhidos (CNCA), que complementa o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), que já está em funcionamento desde o ano passado.
Com os Cadastros, o Conselho passará a gerenciar informações não só das crianças aptas à adoção, que estão no CNA, como também as que estão recolhidas em abrigos. “Esses cadastros são ferramentas importantes de trabalho para a confecção de políticas públicas”, disse a conselheira Morgana Richa, presidente da Comissão de Acesso à Justiça e Cidadania do CNJ. “Os cadastros voltados às crianças e adolescentes são socialmente úteis, juridicamente importantes e necessários à sociedade”, explicou a conselheira que pediu o empenho dos juízes na sua alimentação.
Como parte da implementação dos Cadastros, o CNJ aprovou, no último dia 3, a Instrução Normativa nº 3, da Corregedoria Nacional de Justiça, que cria a Guia única de Acolhimento e Desligamento, fixando regras para seu preenchimento. A instrução estabelece normas para o armazenamento eletrônico das informações contidas nessas guias, o que permitirá um controle estatístico mais efetivo sobre o ingresso de jovens nos abrigos, assim como da saída de crianças e adolescentes que serão reintegrados às suas famílias ou encaminhados para adoção. No mesmo dia, foi aprovada a Instrução Normativa número 2, assinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, determina às Corregedorias de Justiça e juízes de todo o país que dêem prioridade à tramitação e julgamento de processos da infância e juventude.
“Jamais houve no país tanta resolução e empenho dos órgãos competentes dando enfoque à nossa área de atuação”, disse o juiz Renato Rodovalho, da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Ele lembrou a importância dos juízes da Varas da Infância e Juventude de realizarem pessoalmente inspeção mensal das unidades de atendimento sob sua responsabilidade para acompanhar os adolescentes em conflitos com a lei, a fim de evitar que eles permaneçam nos abrigos mais tempo do que o necessário.
Fonte: Agência CNJ de Notícias e www.tjrs.jus.br (Infância e Juvetude) 23/11/2009

Revelação traz temores para os pais adotivos

domingo, 22 de novembro de 2009

A forma e o momento de revelar a uma criança que ela é adotada causam preocupação, mas o melhor é contar cedo. Entretanto, há quase um consenso entre os especialistas: o melhor é tratar desde cedo da questão, da forma mais natural e segura possível. Para a psicóloga e professora da Universidade de Fortaleza (Unifor), Anna Karinne Melo, mesmo que um casal adote um bebê, à medida em que a criança vai formulando algum grau de entendimento das coisas, deve ir tomando conhecimento de que é filho adotivo.
“Os pais devem falar da forma como achar melhor”, sugere, observando que as famílias substitutas, via de regra, desenvolvem uma forma peculiar de contar aos filhos a sua origem.
A maneira e a linguagem no relato sobre adoção têm muito a ver com a idade da criança. “A mãe adotiva ou pai pode ir explicando conforme surgem as solicitações”, propõe. A curiosidade para descobrir sua origem é inerente ao homem. “Toda criança quer saber de onde veio e isso ajuda a formar a constituição saudável do sujeito no mundo”, disse, ressaltando ser fundamental que os pais não construam para a criança uma identidade falsa.
Vínculo de amor
Pondera, ainda, que no geral a insegurança de uma criança provém da insegurança dos pais. “Se os pais estabelecem um bom vínculo de amor e de confiança com o filho, ele se sentirá seguro, independente de ser ou não adotado”, acredita.
Além de aconselhar que uma família trate com naturalidade o fato de uma criança não ser filho biológico, Anna Karinne Melo desmistifica temores quanto a problemas de temperamento do filho adotivo. “A genética interfere nas características físicas e orgânicas, mas não nas características de personalidade”, comenta.
Se uma mãe é tranqüila e não costuma gritar, por exemplo, isso é repassado na relação construída com a criança. “Na realidade, a relação que você tem como o outro é determinante”, disse, explicando que os relacionamento interpessoais ajudam a criança na percepção que terá do mundo.
Adoção de uma criança ou adolescente requer um preparo por parte dos adotantes e não pode resultar de ato impulsivo, mas sim do real desejo de ter um filho, opina Anna Karinne Melo. Para ela, a “escolha” desse filho deve acontecer no campo da subjetividade e da afetividade. “É uma opção no campo do subjetivo, do afetivo, do vínculo do olhar, de como pegar, do abraçar…”, diz. Nesse sentido, ressalta a importância das visitas e dos contatos preliminares com a criança.
Repercussão – Saber da adoção após dois anos de idade pode afetar estudos
Na pesquisa da psicóloga de Pernambuco Suzana Schettini, a maioria dos pais revelou a condição de adotiva à criança antes dos três anos de idade (67%). O estudo aponta, ainda, que a idade em que a criança tomou conhecimento da forma de filiação não teve relação com os problemas de comportamento, mas sim importância significativa em dificuldades escolares.
Crianças que souberam de sua condição de adotiva após os dois anos de idade apresentaram uma incidência maior de dificuldades escolares do que aquelas que souberam antes dos dois anos. “Este achado confirma a importância de se iniciar o processo de revelação o mais cedo possível, o que é consenso entre vários especialistas em adoção”, ratifica.
Suzana Schettini explica que vários autores acreditam que se a adoção não for revelada ou revelada inadequadamente (de maneira súbita, num momento impróprio, por terceiros) poderá acarretar conseqüências de ordem psíquica para essa criança. O objetivo do seu estudo foi contribuir para desmistificar a filiação por adoção.
Ao citar a frase do físico Albert Einstein que “É mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito”, lembra que a pesquisa científica é um instrumento importante neste sentido. Para Suzana Schettini, os números mostram as reais possibilidades da adoção no País, além de criar novas perspectivas para as muitas crianças que esperam que alguma família se encoraje pela adoção.
Um dos tabus predominantes refere-se ao sexo da criança, ou seja os meninos adotados seriam mais “problemáticos” que as meninas. O estudo científico não comprova qualquer associação entre o sexo da criança e problemas de comportamento.

Fonte: Diário do Nordeste (CE) 07.05.2007, Mozarly Almeida.

Convenção sobre os Direitos da Criança completa 20 anos

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Hoje, dia 20 de novembro, a Convenção sobre os Direitos da Criança, aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1989, completa 20 anos.

A Convenção sobre os Direitos da Criança é o tratado internacional sobre direitos humanos mais reconhecido da história, tendo sido ratificada por 193 países. A representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirier, explica que, no decorrer desses 20 anos, os 54 artigos do documento contribuíram para transformar a maneira como as crianças são tratadas e vistas pelos governantes e pela sociedade em geral. “Em todo o mundo, a Convenção influenciou a construção de mais de 70 novas legislações nacionais específicas sobre os direitos da infância e da adolescência, como o Estatuto da Criança e do Adolescente brasileiro; promoveu a criação de políticas públicas voltadas para essa faixa etária; e promoveu importantes progressos no que diz respeito à sobrevivência e ao desenvolvimento infantil, ao acesso a uma educação de qualidade e à participação social. Hoje a criança passou, de fato, a ser um sujeito de direitos”, afirma.

Fonte: UNICEF

“Meu Amigo Elvis” é Amigo de Lucas

quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Meu Amigo Elvis - On Tour

Meu Amigo Elvis - On Tour

Hoje, dia 19 de novembro, a partir das 22h e 30 min o amigo do Instituto Amigos de Lucas, Jairo Mello, estará no programa Bibo Nunes Show falando de seu DVD Meu Amigo Elvis – On Tour e do trabalho realizado pelo Instituto.

Clique aqui aqui e saiba mais sobre o ator Jairo Mello e o show Meu Amigo Elvis.

Reunião do Grupo de Apoio à Adoção dia 5 de dezembro

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O encontro do Grupo de Apoio à Adoção do IAL no mês de dezembro será no dia 5, sábado, e  contará com a presença de  Anete Hilgemann, autora do livro Adoção: Duas Mães para uma Vida.

Mãe adotiva e gaúcha, Anete é graduada em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria, e funcionária do TJRS. Seu livro, Adoção: Duas Mães para uma Vida, conta sua história de filha adotiva em busca de suas raízes, relatando fatos, sentimentos e suas experiências vivenciadas na procura pela mãe biológica.

Local: Pão dos Pobres -  Rua da República, nº 801 – Bairro Cidade Baixa
Horário: 9 horas da manhã

Nossos encontros são abertos à comunidade.

Flordelis – basta uma palavra para mudar

sábado, 7 de novembro de 2009

A dica de filme do Blog do IAL vem de nossa presidente, Rosi Prigol, que se comoveu com a história dessa mãe muito especial.

Poster oficial“Flordelis – basta uma palavra para mudar” é o filme baseado na história de vida de Flordelis dos Santos de Souza, professora pública criada na favela do Jacarezinho, Rio de Janeiro, e que nas madrugadas de sexta-feira andava sozinha pela favela procurando crianças e adolescentes para entender o motivo de terem optado pelo caminho das drogas e do crime.

Em uma madrugada depois do carnaval de 1994, houve na Central do Brasil uma chacina provocada por um grupo de extermínio, contratados para assassinar meninos de rua. Naquela noite, houve crianças mortas e as outras 37 que escaparam resolveram pedir ajuda para esta tal FlordeLis. Nesta época a professora já morava com cinco adolescentes que tinham desistido do mundo do tráfico. Mas o que ela poderia fazer com outros tantos meninos e meninas que a imploravam por um novo lar? Flor não pensou duas vezes, acolhendo-os de uma só vez em sua casa.

Atualmente Flordelis tem 50 filhos (quatro deles biológicos) de 2 a 34 anos, sendo que 44 deles ainda morando com ela. A família vive em uma casa de nove cômodos em Niterói alugada e mantida através de doações. Apesar de poucos recursos financeiros a ex-professora continua ajudando crianças através do instituto que leva seu nome. O objetivo do longa-metragem é a compra de uma casa para a Flordelis e seus filhos até então alugada e mantida através de doações.

Cronograma das Oficinas do Apadrinhamento Afetivo POA

sábado, 7 de novembro de 2009

Divulgamos, a seguir, o cronograma das oficinas da VIII Turma do Programa de Apadrinhamento Afetivo para Crianças e Adolescentes  de Abrigos de Porto Alegre, destinadas aos candidatos a padrinhos e madrinhas.

Os encontros são das 19 às 21 horas, nas datas e locais abaixo, e caso ocorra alguma alteração, os candidatos serão avisados pela coordenação do Programa.

Cronograma das Oficinas
05/11/2009
10/11/2009
12/11/2009
17/11/2009

Solar dos Câmara

06/11/2009
11/11/2009
13/11/2009
18/11/2009

Anfiteatro do Palácio do Ministério Público

Rua Duque de Caxias, 968 Praça Mal. Deodoro (Praça da Matriz),  110

As inscrições para a turma de 2010 do Programa já estão abertas. Mais informações pelo e-mail paapoa@yahoo.com.br.

Reunião do Grupo de Apoio à Adoção

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Lembre-se que neste sábado, dia 07/11, tem reunião do Grupo de Apoio à Adoção.

Local: Pão dos Pobres -  Rua da República, nº 801 – Bairro Cidade Baixa
Horário: 9 horas da manhã

Você sabe o que é o Programa Famílias Acolhedoras do IAL?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu artigo 19, “Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes.”

O Programa Famílias Acolhedoras do Instituto Amigos de Lucas é uma alternativa concreta de efetivação do direito à convivência familiar e comunitária. Consiste no acolhimento provisório em um contexto familiar já existente, através de guarda judicial, de crianças e adolescentes retirados de casa pelo judiciário por circunstâncias emergenciais.

A  família de origem, a família acolhedora e o menor acolhido têm acompanhamento da equipe técnica do Programa.

Clique aqui e saiba mais sobre o Programa Famílias Acolhedoras.