Arquivo de março de 2010

Cadastro de Adoção registra mais de 26,7 mil pretendentes e 4,5 mil crianças e adolescentes

terça-feira, 30 de março de 2010

O Cadastro Nacional de Adoção (CNA) registrou, até o início de março, 26.735 pretendentes à adoção e 4.578 crianças e adolescentes aptas a serem adotadas. A maioria desses pretendentes (39,2%) quer crianças da raça branca e com idades de até três anos (78,65% dos pretendentes). Lançado em 29 de abril de 2008, o CNA é uma ferramenta criada para auxiliar os juízes das varas da infância e da juventude na condução dos procedimentos de adoção.  O CNA tem o objetivo de agilizar os processos de adoção por meio do mapeamento de informações unificadas. De acordo com os dados do cadastro, também a maioria das pessoas candidatas a adotar (85,72%) deseja apenas uma criança e outros 13,40% dos pretendentes disseram querer adotar duas crianças.

Por outro lado, do total de crianças e adolescentes aptas à adoção, 35,21% delas são brancas e 71,89% deles possuem irmãos, mas nem todos têm esses irmãos também cadastrados no CNA. As estatísticas ainda revelam que 45,76% das crianças cadastradas são pardas, 17,85% são negras, 0,76% são indígenas e 0,42% são da raça amarela.

O estado de São Paulo lidera o ranking do CNA com 7.192 pretendentes cadastrados para 1.414 crianças, seguido do Rio Grande do Sul, com 4.319 pretendentes para 798 crianças e em terceiro lugar vem o Paraná com 3.694 pretendentes para 482 crianças aptas a serem adotadas. No quarto lugar aparece Minas Gerais, com 2.920 pretendentes para 370 crianças cadastradas.

Desde que foi lançado pelo CNJ, o CNA já contribuiu para que 102 crianças conseguissem um lar. Esse número é pequeno porque nem sempre os juízes das Varas da Infância e Adolescência dão baixa no cadastro, segundo os gestores do sistema. A nova Lei Nacional de Adoção, aprovada pelo Senado Federal em julho de 2009 prevê o pagamento de multas de até R$ 3 mil para os tribunais que não garantirem a operacionalização e atualização do Cadastro Nacional de Adoção (CNA).

Fonte: Agência CNJ de Notícias, 16/03/2010.

Encontro do Grupo de Apoio à Adoção é transferido devido ao feriado de Páscoa

domingo, 28 de março de 2010

Devido ao feriado da Páscoa, que inicia na sexta-feira (02) Paixão de Cristo, o encontro mensal do Grupo de Apoio à Adoção do Instituto Amigos de Lucas ocorrerá no segundo sábado de abril, dia 10.

Pedagogia da Adoção: Criando e Educando Filhos Adotivos

sexta-feira, 26 de março de 2010

A seguir, postamos, na íntegra, o e-mail enviado por Suzana Schettini, Presidente do GEAD Recife e grande parceira do Instituto Amigos de Lucas desde a sua fundação.

“Olá, pessoal!
Peço licença para divulgar o livro “PEDAGOGIA DA ADOÇÃO: CRIANDO E EDUCANDO FILHOS ADOTIVOS”, de Luiz Schettini Filho, recentemente lançado pela Editora Vozes.

Nesta obra, o autor, com muita propriedade, trata de questões básicas sobre a adoção de filhos, mas, também, corajosamente, aborda assuntos doloridos e contundentes, tais como a sensação de impotência na filiação adotiva, as “virtudes e defeitos” do filho adotivo, as dores e os prazeres da adoção, entre outros. São reflexões importantes que gravitam em torno do enfoque central: a criação e a educação de filhos adotivos na sua forma incomum de
inserção nas relações parentais.

A abordagem, num enfoque psicológico e pedagógico, pretende oferecer alternativas de convivência familiar dentro de um contexto educacional adequado.

Ao longo de suas considerações sobre a singularidade da filiação adotiva, o autor refere-se à similitude como indicador da diferença, ou seja, os filhos adotivos, como todos os filhos, percorrem o caminho da semelhança e, por isso, são também marcados por suas diferenças. No caso dos adotivos, a diferença histórica não deverá ser relacionada
com estados de insuficiência ou de deficiência.

Em Pedagogia da Adoção, o autor nos ensina a delicadeza dos processos pedagógicos. Não existe uma pedagogia fixa e imutável aplicada a pessoas que, por sua natureza, são singulares. Há, sim, pedagogias que levam em conta não somente as marcas das diferenças, como também os momentos individuais do desenvolvimento.

As pedagogias são ações artesanais, e o espaço pedagógico é construído nas interações do cotidiano. Na relação com os filhos é que são identificadas as estratégias adequadas a cada um deles, resultantes da nossa forma amorosa de convivência.

PEDAGOGIA DA ADOÇÃO: CRIANDO E EDUCANDO FILHOS ADOTIVOS

PEDAGOGIA DA ADOÇÃO: CRIANDO E EDUCANDO FILHOS ADOTIVOS

Nas palavras de Schettini, “criar e educar sem amor e ternura é como tentar uma cirurgia sem os necessários anestésicos. Ele designa isso como violência educativa”.

O livro pode ser adquirido pelo site www.luizschettini.psc.br e custa R$ 24,00, com as despesas de correio inclusas, para qualquer estado brasileiro.

Nesta mesma direção, também recentemente lançado pela Vozes, o livro “Pedagogia da Ternura”, igualmente disponível no site pelo mesmo preço.  Em Recife, ambos estão disponíveis na Livraria Idéia Fixa, na rótula do Parnamirim.

Os dois são pérolas raras! Merecem estar na sua biblioteca!

Abraços afetivos em todos!
Suzana Sofia Schettini
GEAD Recife

STJ devolve guarda de criança a casal não inscrito no Cadastro Nacional de Adoção

quarta-feira, 24 de março de 2010

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a devolução da guarda de uma criança aos pais adotivos que não estavam inscritos no Cadastro Nacional de Adoção. Para os ministros, a observância do cadastro de adotantes, com a preferência para as pessoas cronologicamente inscritas, não é absoluta. Tem prevalência o melhor interesse do menor, no caso de existir vínculo afetivo entre a criança e o pretendente à adoção, ainda que este não esteja cadastrado.

No caso julgado, um casal combinou a adoção com a mãe biológica antes do nascimento da criança, o que ocorreu em dezembro de 2007. Todos compareceram em juízo, onde assinaram o Termo de Declaração, com expressa manifestação de vontade da mãe em consentir na adoção da filha, sem coação ou benefício pessoal. A permanência da criança com o casal foi autorizada pelo prazo de trinta dias.

Antes mesmo do encerramento do prazo, um juiz da Vara Criminal e de Menores determinou a imediata expedição de busca e apreensão da menor por considerar a adoção ilegal. Além do fato de o casal não ter se inscrito no cadastro, o juiz considerou haver indícios de tráfico de criança, principalmente por não ser a primeira vez que a mãe biológica dava um filho a terceiros.

A decisão não chegou a ser cumprida de imediato. O desembargador que relatou um agravo de instrumento ajuizado pelo casal deu efeito suspensivo ao recurso. Mas o colegiado do tribunal estadual negou provimento ao agravo e restabeleceu a decisão que determinou a busca e apreensão da menor. “Havendo forte suspeita de que foi obtida a guarda de fato de forma irregular, e até mesmo criminosa, impõe-se o indeferimento da guarda provisória com a ‘inconteste’ busca e apreensão da criança que ainda não conta com sequer um ano de idade”, constou no acórdão. Aos oito meses de vida, a menina foi retirada do casal e depois entregue a outro casal devidamente inscrito no Cadastro Nacional de Adoção, mesmo com manifestação contrária do Ministério Público.

Ao relatar o recurso especial do primeiro casal adotante, o ministro Massami Uyeda considerou a existência de vínculo de afetividade entre a criança e o casal com que viveu diariamente durante seus primeiros oito meses de vida. Ele ressaltou que a convivência foi autorizada por decisões judiciais, inclusive com laudo psicossocial. O ministro também não concordou com o fundamento adotado pelo tribunal local no sentido de que a criança, por ter menos de um ano de idade, e considerando a formalidade do cadastro, poderia ser afastada do casal. Para Uyeda, os desembargadores não levaram em consideração “o único e imprescindível critério a ser observado, qual seja, a existência de vínculo de afetividade da infante com o casal adotante”.

Para o ministro relator, o argumento de que a vida pregressa da mãe biológica, dependente química e com vida desregrada, tendo já concedido outro filho à adoção, não pode conduzir, por si só, à conclusão de ocorrência de tráfico de criança. Seguindo as ponderações do relator, todos os ministros da Terceira Turma deram provimento ao recurso para manter a criança sob a responsabilidade do primeiro casal adotante até conclusão da ação de adoção.

Fonte
: STJ, Coordenadoria de Editoria e Imprensa, 23/03/2010.

Livros para o público infantil

segunda-feira, 15 de março de 2010

Nossa leitora, Astrid, nos enviou algumas sugestões de livros e filmes que abordam o tema adoção, diferenças, preconceitos e tantos outros que fazem parte do dia a dia das crianças, e dos adultos também.  A dica de hoje é sobre duas obras de Todd Parr, autor de livros infantis de sucesso e criador do desenho animado “Todd World” (Mundo de Todd), do canal Discovery Kids.

Tudo bem ser diferente

TUDO BEM SER DIFERENTE

“Tudo Bem Ser Diferente” trabalha com as diferenças de cada um de maneira divertida, simples e completa, abordando assuntos que deixam os adultos de cabelos em pé, como adoção, separação de pais, deficiências físicas e preconceitos raciais, entre outros.

O Livro da Família

O LIVRO DA FAMÍLIA

Em “O Livro da Família”, com frases curtas, diretas e envolventes, Todd Parr trabalha com as diferenças das famílias, abordando assuntos polêmicos como adoção, diferenças raciais, culturais e sociais. Os traços das ilustrações e as cores são fortes, o que aproxima e chama a atenção da criança.

Editora: Panda Books
Segmento: Infantil

GAA realizou seu primeiro encontro de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

O primeiro sábado de março marcou a retomada dos encontros mensais do Grupo de Apoio à Adoção do Instituto Amigos de Lucas.

O primeiro encontro do ano contou com vários participantes, muitos deles pela primeira vez no grupo. Na ocasião, as mulheres presentes foram homenageadas com uma linda mensagem e um “mimo”, pelo Dia Internacional de Mulher, 8 de março.

Devido ao feriadão de Páscoa, a próxima reunião do GAA será no dia 10 de abril.

Participantes do encontro de março

Participantes do encontro de março

primeiro encontro do ano contou com muitos participantes, muitos deles pela primeira vez no grupo. Na ocasião, a mulheres presentes foram homenageadas com uma linda mensagem e um “mimo”, pelo Dia Internacional de Mulher, 8 de março.

Ninguém pode tirar de você…

domingo, 7 de março de 2010

Ruth Cardoso, Marina Silva, Irmã Dorothy, Ana Nery, Maria da Penha, Zilda Arns, Irmã Dulce, Rozeli da Silva e Diza Gonzaga

…a força para transformar a vida,
…a esperança para realizar seus sonhos,
…a coragem de ser simplesmente você,
…a honestidade de assumir suas limitações,
…a capacidade de pedir ajuda,
…a disposição de tentar mais uma vez,
…a vontade de enfrentar desafios,
…a certeza de que a vida sempre vale a pena.

A todas as mulheres, uma homenagem do Instituto Amigos de Lucas no seu dia, 8 de março, e nos demais dias do ano.

Polícia investiga suposta venda de recém-nascido no RS

quinta-feira, 4 de março de 2010

A polícia investiga a suposta venda de um bebê para um casal, em Gravataí (RS). Uma mulher de 35 anos teria vendido a filha de seis dias no começo desta semana após ter alta do hospital.

Segundo a polícia, o casal pagou os custos da gravidez da mulher desde o segundo mês de gestação e teria dado um valor adicional à mãe assim que o bebê nasceu. Uma estudante de direito da cidade é quem teria apresentado a mãe ao casal e também será investigada.

O Conselho Tutelar da cidade chegou ao caso após uma denúncia do hospital em que a mulher fez o parto. Médicos teriam ouvido a mulher comentar que iria dar a criança para um casal quando tivesse alta.

A conselheira tutelar responsável pelo caso, Jaqueline Langer, explicou ao G1 que a mulher só foi liberada pelo hospital após fazer o registro de nascimento da criança. “Isso foi feito para garantir que ela não entregasse o bebê para ninguém. A mãe nos disse que não doaria a criança, que isso era somente um boato, que poderíamos acreditar nela”, afirma.

Segundo a conselheira, uma visita foi feita à casa da mulher e foi confirmado que ela havia entregado a criança para o casal.

“Avisamos que o bebê precisava aparecer, senão ela poderia ser presa e perder os outros filhos que tem. Ela ficou com medo e resgatou o bebê de volta”, afirma Jaqueline.

“No entanto, no dia seguinte recebemos denúncia de que a mulher teria entregado o bebê novamente para o casal. Visitamos a residência dela e não encontramos a criança. A mãe foi avisada que teria apenas uma hora para trazê-lo de volta. A delegacia foi acionada e começou o processo de investigação do caso”, disse a conselheira.

O Conselho Tutelar fez a apreensão do bebê e o encaminhou para um abrigo da cidade. “Quem irá determinar o futuro da criança será o juiz”, afirma Jaqueline.

De acordo com o chefe do Setor de Investigações responsável pelo caso, inspetor Fernando Casagrande, todos os detalhes serão analisados. “Será investigado se esse caso foi esporádico ou se há um esquema de tráfico de crianças. Todos os envolvidos serão indiciados, inclusive a estudante de direito, que ainda não foi ouvida”, afirma Casagrande.

Fonte: G1, 04/03/2010

As reuniões do Grupo de Apoio à Adoção estão de volta!

segunda-feira, 1 de março de 2010

O mês de março marca a retomada dos encontros do Grupo de Apoio à Adoção do Instituto Amigos de Lucas.

Sábado, dia 6,  será dia de falar de amor, família, companheirismo, amizade e, sobretudo, de falarmos de esperança, pois teremos nossa reunião mensal do Grupo de Apoio à Adoção.

Os encontros são abertos à comunidade.

Local: Pão dos Pobres -  Rua da República, nº 801 – Bairro Cidade Baixa
Horário: 9 horas da manhã