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Projeto de adoção de vereadora concorre ao Prêmio Innovare

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O projeto que pretende acelerar a adoção de crianças em abrigos no Rio Grande do Sul, criado pela presidente da Câmara de Vereadores de Rio Pardo, Marisete Wietzke de Oliveira, está entre os concorrentes da 7ª edição do Prêmio Innovare. Na sexta-feira, um advogado, contratado para fazer o levantamento das iniciativas apresentadas para a premiação, conversou com a idealizadora para saber mais sobre a prática da proposta. “Muita gente duvidava que fôssemos conseguir alguma coisa”, conta, comemorando. O projeto está inscrito na categoria Advocacia e concorre ao prêmio de R$ 50 mil.
Há três anos liderando a iniciativa, a vereadora elaborou o projeto para que crianças que vivem em orfanatos não envelheçam enquanto há famílias na fila à espera de um filho. A ideia, que foi inscrita no prêmio pelo advogado Matheus Alexandre Paz Lopes, já está em prática em dois municípios do Estado. Um exemplo é Campo Bom, onde uma juíza, em apenas um mês, conseguiu resolver o caso de 108 crianças com a contratação, por meio da iniciativa privada, de assistentes sociais. O mesmo projeto já saiu do papel em Porto Alegre. “Dá para fazer. É preciso cobrar isso de todos os poderes responsáveis.”
Segundo a vereadora, atualmente existem seis pais aptos para cada criança que reside em abrigo. “Como explicar isso?”, questiona. Para ela, a base para a execução da ideia é a boa vontade, principalmente por parte do Judiciário. “Quando as crianças envelhecem, ninguém mais quer adotar”, constata. A intenção do trabalho é evitar que os menores envelheçam sem ser adotados.
Conforme o projeto, a ação agilizaria o processo de adoção, o que, consequentemente, liberaria os menores dos orfanatos mais rapidamente. Marisete explica que a ideia é contribuir para que as crianças cresçam em família e possam se tornar cidadãos de bem. “A gente se preocupa muito com a questão da criminalidade e do crack. Mas é preciso pensar também em agilizar a adoção”, defende a vereadora. “Há inúmeros projetos que defendem o bom-estar de detento, enquanto há crianças em abrigos a quem nunca ninguém deu atenção.”

ESTÍMULO
O estímulo para defender a causa surgiu após a adoção do filho, João Armando Wietzke de Oliveira. “Me falaram que ele tinha problemas de audição. Levei no médico e foi constatado apenas uma otite. Ele precisava era de atenção”, conta. Hoje o menino tem 2 anos e 9 meses e é plenamente saudável.
A parlamentar, que é integrante da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, está confiante que a sua prática tenha destaque no prêmio. “Pela minha percepção, a maioria dos projetos concorrentes é em favor de menores infratores ou de direitos para os presidiários. O único que está defendendo criança e que trata o mal pela raiz é o nosso. Somos pioneiros.”

Entenda o prêmio
•• Desde 2004, o Prêmio Innovare destaca ações que disseminam práticas bem-sucedidas que estejam contribuindo para a modernização do trabalho da Justiça Brasileira.
•• Todas as práticas devem ser inovadoras, criativas e com resultados comprovados, criadas e executadas por magistrados, membros do Ministério Público, defensores públicos e advogados. O objetivo é ampliar a qualidade dos serviços jurisdicionais entregues aos cidadãos.
•• Neste ano, a entrega do prêmio ocorre em Brasília, no mês de dezembro, e irá contar com a participação de diversas autoridades brasileiras.
•• O Prêmio Innovare recebe inscrições de todo o País, oriundas das mais diversas esferas do poder judicial. Ao todo são 340 práticas inscritas para a 7ª edição da premiação.
•• Este ano, a comissão julgadora conta com 25 membros. Dentre os nomes estão os ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia Antunes Rocha, Carlos Ayres Britto e Cesar Asfor Rocha.
•• A cada edição anual, a Comissão do Superior do Instituto Innovare escolhe um tema para as inscrições. A premiação para cada um dos vencedores das seis categorias é de R$ 50 mil em dinheiro, troféu e placas de menção honrosa.

Fonte: www.gazetadosul.com.br 06/09/2010

Adoção: Pai e mãe, dois pais ou duas mães?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Para as crianças adotadas isso é o de menos. Um estudo norte-americano acompanhou 106 crianças adotadas em idade pré-escolar e comprovou que todas mostraram um desenvolvimento cognitivo adequado, não importando se os pais eram heterossexuais, gays ou lésbicas. Ou seja, o que importa mesmo é a disponibilidade para receber as crianças, a troca afetiva e a garantia de que elas terão suas necessidades básicas garantidas, como educação, alimentação e higiene. É mais um bom argumento e incentivo para os casais homossexuais que desejam adotar.

Fonte: Mariana Chalfon, psicóloga, de São Paulo.

Por: Cássia Cunha Selbach

Polícia investiga adoção irregular

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Agentes do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca) investigam o caso de suposta adoção irregular de um recém-nascido por um casal de médicos, ocorrido na semana passada, em Porto Alegre. A devolução do menino de cinco dias à mãe pelo médico de 42 anos, no sábado à tarde, em um shopping de Porto Alegre, foi flagrada por um policial.

A adoção irregular teria sido intermediada por uma enfermeira e uma assistente social de um posto de saúde da Capital. Segundo o delegado Andrei Vivan, do Deca, o menino nasceu na segunda-feira, dia 9, na Santa Casa. Na quarta-feira, a mãe registrou o recém-nascido, entregue, em seguida, ao casal de médicos que a acompanhava no cartório.

Mãe de outras três crianças, a jovem de 21 anos teria manifestado a intenção de dar a criança ao longo da gestação. O revés na adoção se deu na quinta-feira, quando a avó materna exigiu da filha que pegasse o recém-nascido de volta. Logo após a devolução ter sido acertada com o casal para o sábado à tarde no Shopping Iguatemi, a avó registrou o caso no Deca.

– Foi uma adoção irregular. Esse procedimento sempre deve passar pela Justiça. Uma mãe não pode se desfazer de uma criança do jeito que isso aconteceu. A princípio, não constatamos crime, pois não houve pagamento de algum tipo de recompensa à mãe, mas a investigação continua – conta o delegado.

A aproximação da jovem ao casal teria sido feita por duas funcionárias de um posto de saúde.

– Queremos saber se é um caso isolado ou não – ressaltou o delegado, sem identificar as servidoras supostamente envolvidas.

Conforme o juiz José Antônio Daltoé Cezar, titular da 2ª Vara da Infância e da Adolescência, se não houve benefício financeiro à mãe, ela e o casal não cometeram crime. A adoção irregular, no entanto, pode levar a jovem a perder a guarda do menino.

Os nomes da mãe e do casal de médicos não foram revelados pela Polícia Civil.

Fonte: www.zh.com.br em 17/08/2010

Mães adotantes desconhecem nova licença

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Lei autoriza quatro meses de afastamento do trabalho à mulher que tem filho adotivo. Algumas empresas também ignoram o benefício.

Com a Nova Lei de Adoção, em vigor desde novembro do ano passado, todas as mães adotantes têm os mesmos direitos daquelas com filhos biológicos e podem ficar 120 dias em casa, mas a maioria das pessoas ainda não sabe do benefício. Se o projeto de lei que amplia a licença para seis meses for aprovado, as crianças adotadas também serão incluídas. Para especialistas, a medida trata com equidade todos os filhos e pode garantir maior criação de vínculo com os novos pais.
Antes da Nova Lei de Adoção, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelecia uma diferença entre filhos biológicos e adotivos. Para os primeiros, a mãe tinha direito a 120 dias de licença, mas em relação aos segundos havia uma gradação de acordo com a idade. Crian­­ças de até 1 ano garantiam o mesmo prazo, entre 1 e 4 anos os dias caíam pela metade e entre 4 e 8 anos havia apenas um mês. A legislação do ano passado derrubou esse artigo da CLT trazendo, portanto, a equidade.
E, se de um lado as mães desconhecem a legislação, o mesmo ocorre com algumas empresas. A juíza da 2.ª Vara da Infância, Juventude e Adoção de Curitiba, Maria Lúcia de Paula Espíndola, conta que neste ano uma grande empresa da capital se recusou a incluir os filhos adotivos de uma funcionária no plano de saúde familiar. “Eles alegavam que os adotantes ainda tinham somente a guarda. Nós contra-argumentamos dizendo que eles já tinham deveres como quaisquer outros pais. É o bem-estar da criança que está em jogo.”

Preconceito
Luciana Linero, promotora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias (Caop) de Infância e Juventude do Ministério Público Estadual, afirma que a legislação mostrava o preconceito existente entre os filhos biológicos e adotivos. Antes da Constituição Federal – promulgada em 1988 –, por exemplo, havia “categorias” diferentes, que permitiam inclusive a inexistência de direitos hereditários. Algumas famílias concretizavam a adoção por “caridade” e as crianças se tornavam filhos de criação, mas tinham direitos negados.
A igualdade no período da licença-maternidade é um sinal de que a situação está se alterando. “É a lei e ela deve ser cumprida. Os empresários precisam se conscientizar de que isso é um investimento e não uma despesa.”

Vínculo
Especialistas afirmam que o maior tempo de convívio é essencial para ampliar o vínculo com a nova família. Maria José Paez, coordenadora do grupo carioca de apoio à adoção Quintal da Casa de Ana, acredita que a convivência é até mais necessária do que com bebês. “O tempo de identificação é maior e é preciso mais diálogo sobre as regras da família.” Ela diz que as crianças têm, muitas vezes, histórico de violência e abandono, e precisam se sentir seguras em relação ao amor dos novos pais.
Eliana Salcedo, presidente da organização não governamental Recriar – que trabalha apoiando a adoção –, argumenta que a criança passa por um choque quando deixa a realidade do abrigo e vai para a nova família. “Ela tem medo da rejeição, de desapontar. É uma expectativa grande e a convivência maior ajuda a diminuir a ansiedade.”

Apoio
Para auxiliar as pessoas que desejam adotar crianças mais velhas, a 2.ª Vara da Infância, Juventude e Adoção de Curitiba criou um curso inédito no país há três anos. A psicóloga Catiana Wladyka Charney, que coordena a iniciativa, conta que há dez anos os adotantes só queriam meninas com até 3 meses de idade. A equipe formulou um plano para incentivar a adoção tardia e resolveu montar o curso. “Trabalhamos a questão da expectativa dos pais, a disponibilidade afetiva e o histórico de vida da criança.” Com essa medida, a Vara conseguiu diminuir a quase zero o número de adoções mal sucedidas.

Criança precisa da mãe
A maior dificuldade em fazer valer o direito à licença-maternidade de quatro meses vem do fato de que poucas mulheres conhecem os novos prazos. Paula*, que adotou três crianças com idades entre 3 e 7 anos em janeiro deste ano, conta que a empresa lhe concedeu apenas dois meses de licença e que ela, sem saber da irregularidade, não questionou. “As pessoas entendem que um bebê precisa da mãe, mas que uma criança mais velha, não. Na verdade, elas precisam até mais, pois um bebê você alimenta e coloca para dormir. Uma criança de 6, 7 anos precisa de atenção, que você converse com ela, que esteja presente”, afirma.
Mãe de duas crianças adotadas com 1 mês de idade quando ela trabalhava de forma autônoma, Cláudia*, que agora tem “um chefe para prestar contas”, afirma que deseja adotar uma terceira criança em breve. Não pretende avisar o empregador, com medo de ser desestimulada ou demitida. “Acho que vai ser complicado e muitas empresas vão fazer de tudo para não dar o direito, mas ele é muito bom, um mês ou dois meses é muito pouco”.
Já a analista de sistemas Cintia Francisquini, de 33 anos, que tirou apenas dois meses de licença ao adotar dois irmãos de 4 e 6 anos, em março, acredita que não foi prejudicada por ter ficado em casa menos tempo do que o garantido pela legislação. “Acho que a convivência vem com o dia a dia, não somente com esse tempo que a licença dá. É claro que para muitas mães seria bom ficar mais tempo com o filho, mas, no meu caso, fosse obrigatório ou não, eu optaria por retornar antes.”
*nomes fictícios

Serviço:
Mães adotivas que estiverem com problemas para conseguir o tempo integral de licença-maternidade devem procurar a Vara da Infância do município ou o Ministério Público. Se a adoção não se concretizar, a mãe não precisa “devolver” os dias da licença. As mulheres que tiveram menos tempo de licença podem solicitar os meses faltantes.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br em 27/08/2010

Perfil de adoções se diversifica no Estado

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O perfil das crianças adotadas e pretendidas para adoção no Rio Grande do Sul, tradicionalmente brancas e de até dois anos de idade, vem se diversificando nos últimos anos. A proporção de negros ou morenos que encontraram um lar aumentou quase um terço em cinco anos, crescimento semelhante ao registrado entre o contingente com três anos ou mais.

Registros do Juizado da Infância e da Juventude revelam que, entre 2004 e o ano passado, bebês e crianças que costumavam penar à espera de uma nova família multiplicaram suas chances de deixarem seus abrigos. Há cinco anos, das 627 crianças com informação disponível sobre faixa etária que foram adotadas, 52% tinham mais de dois anos. No ano passado, com base em informações de 739 crianças, essa proporção subiu para 64% – um crescimento proporcional de 23%.

Em relação à cor da pele, outro dos principais obstáculos para meninos e meninas conseguirem ser aceitos por uma nova família, o perfil também é cada vez mais variado no Estado. Em 2004, das 304 adoções registradas com informação sobre a etnia, 16,1% envolviam crianças negras ou morenas – índice que subiu para 20,6% das 354 adoções registradas com dado sobre a cor da pele em 2009 – salto de 27,9%.

Para o juiz da 2ª Vara da Infância e da Juventude da Capital, José Antônio Daltoé Cezar, os números refletem um fenômeno que vem se intensificando:

– Isso demonstra uma alteração na sociedade, uma maior conscientização, uma evolução natural.

Uma das consequências é que a destinação de crianças gaúchas para adoção internacional – última esperança no caso de órfãos mais velhos e com perfil menos visado – caiu em desuso.

– O que ia para fora do país, até uns quatro anos atrás, agora fica por aqui mesmo. Pode até demorar um pouco mais, mas tem a vantagem de permanecer em seu país – completa Cezar.

Como as barreiras de idade e etnia vão sendo superadas, ainda que não completamente, o Juizado da Infância e da Juventude começa a estabelecer novos focos de atuação. Hoje, uma das principais metas é estimular a adoção de irmãos. As mudanças percebidas em solo gaúcho são confirmadas por dados nacionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Conforme reportagem publicada na edição de ontem do jornal Folha de S.Paulo, em todo o país o número de pretendentes que exigem uma criança branca para adotar caiu de 70%, em 2008, para 38%, hoje.

O professor de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande Lucas Neiva-Silva acredita que exemplos recentes de celebridades que assumem crianças de outras etnias, como Madonna e Angelina Jolie, pode estar contribuindo para a mudança:

– Funciona como uma campanha de quebra de preconceito em relação a crianças adotadas.

Fonte: ZH de 09/08/2010

UM PAPINHO COM… Nazir Hamad, psicanalista

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Por meio da imagem das celebridades, muitos pais podem ter a ideia de que adotar um filho é um ato simples e livre de complicações burocráticas ou sentimentais. Entretanto, o processo nem sempre é mágico, pode ser seguido por dificuldades tanto na oficialização do ato quanto na aceitação da criança. Doutor em psicologia clínica e diretor do Centro Médico Psicopedagógico em Essone, na França, Nazir Hamad conversou com o caderno Meu Filho sobre o assunto.

Meu Filho – Como a adoção é vista hoje pelos adultos?

Nazir Hamad – O adulto é a imagem da sociedade na qual ele vive. A adoção é percebida diferentemente quando alguém está diretamente implicado na adoção ou não. Em todo caso, a adoção é tão frequente em nossos dias que cada um de nós conhece uma pessoa adotada ou uma pessoa que vai adotar. Não é mais um fenômeno raro. Quanto aos adotantes e seu meio, a adoção é geralmente investida de maneira positiva.

Meu Filho – O fato de celebridades adotarem crianças de países pobres pode fazer com que o tema fique mais popular?

Hamad – Os “stars” estão implicados na adoção da mesma forma que as outras pessoas. Só que eles são ricos e célebres e isso é suficiente para transformar o ato de adotar em acontecimento excepcional. O acontecimento também é excepcional quando as estrelas têm filhos biológicos. As pessoas se interessam por suas vidas e, em geral, seguem seus gestos e seus fatos. O importante em tudo isso é proteger a criança do mundo fora do ambiente familiar e lhe permitir entrar no anonimato como todas as outras crianças.

Meu Filho – Como um casal percebe que está preparado para adotar uma criança?

Hamad – A experiência nos ensina que quando o parceiro estéril se sente em dívida face ao parceiro, a reivindicação por um filho poderia cobrir o verdadeiro desejo de ter um filho. Ele seria conduzido pelo sentimento de dívida e, quando esse sentimento é vivido de maneira forte, o perigo é eminente. O casal poderia se separar logo depois da chegada da criança. Isso não tem nada de surpreendente, pois é o que fazemos quando quitamos uma dívida: fica quitado. Não há mais contrato que ligue os parceiros. O processo de adoção é certamente longo, mas a demora tem por objetivo permitir aos candidatos encontrar seu inconsciente. Trata-se de ajudá-los a compreender o processo. Se a adoção legal se faz de uma vez por todas, a adoção do filho se faz dia a dia. O filho na realidade cotidiana tem de construir sua posição em detrimento do filho do narcisismo dos pais.

Meu Filho – E como ficam os casos de adoção em famílias não tradicionais, como a de homossexuais?

Hamad – É preciso partir de uma constatação simples. Não recebemos um heterossexual, recebemos um homem, uma mulher ou um casal capaz de criar um filho no respeito de sua integridade física e moral. Os heterossexuais não constituem uma massa indiferenciada. Nos deparamos com pessoas diferentes que fazem um pedido de adoção e este pedido se estuda e se analisa. O mesmo deve ocorrer com os homossexuais.

Para mim, o único perigo que o homossexual apresenta neste caso é quando ele recusa a diferença dos sexos e tem uma posição militante relativa a isso. É preciso chegar a um acordo, não há dois pais ou duas mães para uma única criança. Há um pai ou uma mãe e há um outro, um padrinho ou uma madrinha. Existem referências simbólicas que estruturam a criança e essas referências devem ser respeitadas. Todo embrulho de nossas referências provoca o risco de ter consequências difíceis de serem mensuradas.

Fonte: ZH de 09/08/2010

Amigos de Lucas e Adoção na TV Assembleia

domingo, 8 de agosto de 2010

Na última semana, a presidente do Instituto Amigos de Lucas, Rosi Prigol, participou de um debate sobre adoção promovido pela Assembleia Legislativa do Estado.

Entre as autoridades presentes, estava o juiz da 2ª Vara da Infância e da Juventude de Porto Alegre, José Antônio Daltoé Cezar.

O programa será exibido na TV Assembleia, sintonizada no canal 16 da NET, nos seguintes horários:

  • segunda-feira, dia 09 de agosto às 21h
  • quarta-feira, dia 11 de agosto às 20h
  • sexta-feira, dia 13 de agosto às 20h30
  • sábado, dia 14 de agosto às 13h20

Mobilização para ouvir crianças e adolescentes

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Uma mobilização nacional pretende ver e ouvir as cerca de 15 mil crianças e adolescentes mantidas em 1.490 abrigos e albergues públicos do país nos próximos três meses. Ontem, um juiz, um promotor, assistentes sociais, psicólogos e conselheiros tutelares passaram o dia num abrigo, em Porto Alegre, conversando com crianças em situação de risco.
Idealizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Mobilização Nacional para Reavaliação Processual das Crianças e Adolescentes no Brasil pretende criar mecanismos que tornem mais célere decisões judiciais.

– Precisamos ter conhecimento da real situação dos abrigos no Brasil – diz Nicolau Lupianhe, juiz auxiliar na corregedoria do CNJ.

Embora estabelecido pelo CNJ, cada comarca tem autonomia para levar adiante a iniciativa. Na Capital, que conta com 130 abrigos, um juiz e um promotor, acompanhados de uma equipe técnica, darão expediente dentro dos abrigos de segunda-feira até quinta-feira, nos próximos 90 dias. Ontem, o grupo teve uma prévia do que irá encontrar nos próximos dias.

– Identificamos duas crianças que estão há seis meses aguardando por exames neurológicos – conta Angelita de Camargo, assistente social do 2º juizado da Infância e da Adolescência.

Com a mobilização, será possível acelerar decisões judiciais, que, em função de trâmites obrigatórios, podem levar até um ano para serem tomadas – período em a criança ou o adolescente são obrigados a permanecer nos abrigos.

– Todo mundo tem direito à convivência social, familiar e comunitária. Em 90 dias, todas as crianças devem ter a sua vida analisada. O que for possível, será decido na hora, no momento em que a equipe estiver realizando as visitas – diz José Antônio Daltoé Cezar, juiz da 2ª Vara do Juizado da Infância e da Juventude de Porto Alegre.

Saiba mais:
Cerca de 1,4 mil crianças e adolescentes estão nos 130 abrigos públicos em Porto Alegre. Os principais motivos do acolhimento são:
- Pais usuários de crack
- Vítimas de maus tratos ou negligência
- Inabilidade da família
Quais as decisões judiciárias possíveis:
- Voltar para o convívio da família biológica (pais, avós, irmãos)
- Ser integrado à família estendida (tios, primos)
- Ser encaminhado para uma família substituta (adoção ou guarda provisória)
- Se nenhuma das hipóteses forem possíveis, a Justiça pode decidir por manter as crianças e os adolescentes.
O que muda
- Hoje, decisões sobre a vida de crianças a adolescentes abrigado podem levar até um ano. Com a mudança, que prevê uma equipe composta por magistrado, promotor e técnicos trabalhando de forma rotativa dentro dos abrigos, dependendo do caso, algumas decisões podem ocorrer no mesmo dia da visita.

Fonte: Jornal Zero Hora, de 28 de julho de 2010

Mutirão nas varas da Infância e Juventude será lançado na terça-feira, integrando mobilização nacional do CNJ

domingo, 25 de julho de 2010

Na próxima terça-feira (27/7), será lançado em Porto Alegre um mutirão de audiências nas Varas da Infância e Juventude. A iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) busca regularizar a situação jurídica de crianças e adolescentes em medida de proteção. Em Porto Alegre, serão beneficiados mais de 1.400 abrigados.

Em Porto Alegre, o lançamento do programa ocorrerá a partir das 9h, no auditório do Foro Central (Rua Márcio veras Vidor, nº 10), com a presença dos Juízes da Infância e da Juventude da Capital, José Antônio Daltoé Cezar e Cleber Augusto Tonial. Também participarão representantes de 140 abrigos infantis e juvenis, de Secretarias Municipais, integrantes dos Conselhos tutelares e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

À tarde, terão início as visitas aos abrigos da rede municipal e estaduais, para as audiências que serão realizadas de 27/7 a 17/9 e de 21/10 a 30/11 pelo Juiz Cleber Tonial.

Mobilização nacional

A iniciativa do CNJ segue as recomendações estabelecidas pela Instrução Normativa nº 02/2010 (confira abaixo) da Corregedoria do Conselho a todos os Tribunais do País. As audiências concentradas serão feitas com base em estudo prévio realizado pelas Varas da Infância e Juventude sobre a situação de cada criança.

O Juiz do CNJ responsável pela mobilização nacional é Nicolau Lupinhaes.

Fonte: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul – Imprensa, 23/07/2010.

Projeto pretende facilitar as adoções

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A vereadora do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de Rio Pardo, Marisete Wietzke de Oliveira, defende um projeto para facilitar a adoção de crianças que estão em abrigos no Rio Grande do Sul. A atual presidente da Câmara já participou de diversas conferências em cidades como Jaguari, Uruguaiana e Porto Alegre. De todo o estudo que vem realizando, retirou ensinamentos preciosos. O principal, garante, é a necessidade de cobrar e redobrar a fiscalização em abrigos de crianças aptas à adoção. “A pesquisa que faço é intensa. Minha luta é justa e válida”, afirma. Ela já realizou palestras sobre o tema para diversos órgãos e instituições.

A vontade de defender os direitos das crianças em situação de vulnerabilidade social veio de um processo de adoção burocrático, porém pouco demorado, pelo qual Marisete e o marido passaram. “A rapidez teve uma causa que prefiro nem comentar”, diz. A vereadora estava na fila de adoção quando, depois de outros trâmites, foi chamada para conhecer o filho, João Armando Wietzke de Oliveira, hoje com dois anos e sete meses de idade. “Me adiantaram que ele era uma criança com problemas de saúde. Tínhamos nos habilitado, inclusive, a adotar alguém assim. Na verdade, depois de tratamentos, descobrimos que ele é muito normal. Era só falta de cuidado”, salienta Marisete.

Depois de tomar conhecimento da realidade que ronda alguns abrigos de crianças em todo o Estado, Marisete resolveu aderir à fiscalização. “Sei que sobram casais aptos para adotarem crianças, portanto não se trata de uma campanha de adoção”, afirma.

No último dia 7, em Porto Alegre, a parlamentar participou de uma audiência pública com gestores, representantes do Ministério Público e da Justiça e entidades. No encontro, tomou conhecimento dos números sobre adoção em âmbito estadual. “Há 4.228 crianças e adolescentes de até 18 anos habilitados para a adoção em casas de acolhimento institucional (abrigos) no Rio Grande do Sul”, explica. O Cadastro Nacional de Adoção tem 28.035 candidados à adoção.

De acordo com Marisete, acelerar os processos de adoção é de fundamental importância para se ter um Brasil mais justo, com possibilidade de futuro para as crianças. “Estou divulgando a ideia em todos os lugares onde vou”, complementa. Um dos exemplos mais representativos de agilidade nos processos, aponta, é o de uma juíza de Campo Bom, que em apenas um mês conseguiu resolver os casos de 108 crianças com a contratação, por meio da iniciativa privada, de assistentes sociais. “Dá para fazer. É preciso cobrar isso de todos os poderes responsáveis”, revela a petebista.

Além de fazer parte da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, ela também integra o grupo que irá averiguar denúncias e pressionar o Ministério Público para que haja maior fiscalização no andamento dos processos e também em abrigos. “Precisamos saber o porquê da demora. O que posso garantir é que há uma sujeira muito grande por aí”, dispara a vereadora. “Poucas pessoas se importam com isso, mas um dos dados mais impressionantes é descobrir que 80% dos apenados teriam um destino diferente se tivessem uma família”, defende.

Fonte: Gazeta do Sul, 13 de julho de 2010

A vereadora do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de Rio Pardo, Marisete Wietzke de Oliveira, defende um projeto para facilitar a adoção de crianças que estão em abrigos no Rio Grande do Sul. A atual presidente da Câmara já participou de diversas conferências em cidades como Jaguari, Uruguaiana e Porto Alegre. De todo o estudo que vem realizando, retirou ensinamentos preciosos. O principal, garante, é a necessidade de cobrar e redobrar a fiscalização em abrigos de crianças aptas à adoção. “A pesquisa que faço é intensa. Minha luta é justa e válida”, afirma. Ela já realizou palestras sobre o tema para diversos órgãos e instituições.

A vontade de defender os direitos das crianças em situação de vulnerabilidade social veio de um processo de adoção burocrático, porém pouco demorado, pelo qual Marisete e o marido passaram. “A rapidez teve uma causa que prefiro nem comentar”, diz. A vereadora estava na fila de adoção quando, depois de outros trâmites, foi chamada para conhecer o filho, João Armando Wietzke de Oliveira, hoje com dois anos e sete meses de idade. “Me adiantaram que ele era uma criança com problemas de saúde. Tínhamos nos habilitado, inclusive, a adotar alguém assim. Na verdade, depois de tratamentos, descobrimos que ele é muito normal. Era só falta de cuidado”, salienta Marisete.

Depois de tomar conhecimento da realidade que ronda alguns abrigos de crianças em todo o Estado, Marisete resolveu aderir à fiscalização. “Sei que sobram casais aptos para adotarem crianças, portanto não se trata de uma campanha de adoção”, afirma.

AGILIZAÇÃO

No último dia 7, em Porto Alegre, a parlamentar participou de uma audiência pública com gestores, representantes do Ministério Público e da Justiça e entidades. No encontro, tomou conhecimento dos números sobre adoção em âmbito estadual. “Há 4.228 crianças e adolescentes de até 18 anos habilitados para a adoção em casas de acolhimento institucional (abrigos) no Rio Grande do Sul”, explica. O Cadastro Nacional de Adoção tem 28.035 candidados à adoção.

De acordo com Marisete, acelerar os processos de adoção é de fundamental importância para se ter um Brasil mais justo, com possibilidade de futuro para as crianças. “Estou divulgando a ideia em todos os lugares onde vou”, complementa. Um dos exemplos mais representativos de agilidade nos processos, aponta, é o de uma juíza de Campo Bom, que em apenas um mês conseguiu resolver os casos de 108 crianças com a contratação, por meio da iniciativa privada, de assistentes sociais. “Dá para fazer. É preciso cobrar isso de todos os poderes responsáveis”, revela a petebista.

Além de fazer parte da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, ela também integra o grupo que irá averiguar denúncias e pressionar o Ministério Público para que haja maior fiscalização no andamento dos processos e também em abrigos. “Precisamos saber o porquê da demora. O que posso garantir é que há uma sujeira muito grande por aí”, dispara a vereadora. “Poucas pessoas se importam com isso, mas um dos dados mais impressionantes é descobrir que 80% dos apenados teriam um destino diferente se tivessem uma família”, defende.