Posts com a Tag ‘Amigos de Lucas’

Mães adotantes desconhecem nova licença

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Lei autoriza quatro meses de afastamento do trabalho à mulher que tem filho adotivo. Algumas empresas também ignoram o benefício.

Com a Nova Lei de Adoção, em vigor desde novembro do ano passado, todas as mães adotantes têm os mesmos direitos daquelas com filhos biológicos e podem ficar 120 dias em casa, mas a maioria das pessoas ainda não sabe do benefício. Se o projeto de lei que amplia a licença para seis meses for aprovado, as crianças adotadas também serão incluídas. Para especialistas, a medida trata com equidade todos os filhos e pode garantir maior criação de vínculo com os novos pais.
Antes da Nova Lei de Adoção, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelecia uma diferença entre filhos biológicos e adotivos. Para os primeiros, a mãe tinha direito a 120 dias de licença, mas em relação aos segundos havia uma gradação de acordo com a idade. Crian­­ças de até 1 ano garantiam o mesmo prazo, entre 1 e 4 anos os dias caíam pela metade e entre 4 e 8 anos havia apenas um mês. A legislação do ano passado derrubou esse artigo da CLT trazendo, portanto, a equidade.
E, se de um lado as mães desconhecem a legislação, o mesmo ocorre com algumas empresas. A juíza da 2.ª Vara da Infância, Juventude e Adoção de Curitiba, Maria Lúcia de Paula Espíndola, conta que neste ano uma grande empresa da capital se recusou a incluir os filhos adotivos de uma funcionária no plano de saúde familiar. “Eles alegavam que os adotantes ainda tinham somente a guarda. Nós contra-argumentamos dizendo que eles já tinham deveres como quaisquer outros pais. É o bem-estar da criança que está em jogo.”

Preconceito
Luciana Linero, promotora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias (Caop) de Infância e Juventude do Ministério Público Estadual, afirma que a legislação mostrava o preconceito existente entre os filhos biológicos e adotivos. Antes da Constituição Federal – promulgada em 1988 –, por exemplo, havia “categorias” diferentes, que permitiam inclusive a inexistência de direitos hereditários. Algumas famílias concretizavam a adoção por “caridade” e as crianças se tornavam filhos de criação, mas tinham direitos negados.
A igualdade no período da licença-maternidade é um sinal de que a situação está se alterando. “É a lei e ela deve ser cumprida. Os empresários precisam se conscientizar de que isso é um investimento e não uma despesa.”

Vínculo
Especialistas afirmam que o maior tempo de convívio é essencial para ampliar o vínculo com a nova família. Maria José Paez, coordenadora do grupo carioca de apoio à adoção Quintal da Casa de Ana, acredita que a convivência é até mais necessária do que com bebês. “O tempo de identificação é maior e é preciso mais diálogo sobre as regras da família.” Ela diz que as crianças têm, muitas vezes, histórico de violência e abandono, e precisam se sentir seguras em relação ao amor dos novos pais.
Eliana Salcedo, presidente da organização não governamental Recriar – que trabalha apoiando a adoção –, argumenta que a criança passa por um choque quando deixa a realidade do abrigo e vai para a nova família. “Ela tem medo da rejeição, de desapontar. É uma expectativa grande e a convivência maior ajuda a diminuir a ansiedade.”

Apoio
Para auxiliar as pessoas que desejam adotar crianças mais velhas, a 2.ª Vara da Infância, Juventude e Adoção de Curitiba criou um curso inédito no país há três anos. A psicóloga Catiana Wladyka Charney, que coordena a iniciativa, conta que há dez anos os adotantes só queriam meninas com até 3 meses de idade. A equipe formulou um plano para incentivar a adoção tardia e resolveu montar o curso. “Trabalhamos a questão da expectativa dos pais, a disponibilidade afetiva e o histórico de vida da criança.” Com essa medida, a Vara conseguiu diminuir a quase zero o número de adoções mal sucedidas.

Criança precisa da mãe
A maior dificuldade em fazer valer o direito à licença-maternidade de quatro meses vem do fato de que poucas mulheres conhecem os novos prazos. Paula*, que adotou três crianças com idades entre 3 e 7 anos em janeiro deste ano, conta que a empresa lhe concedeu apenas dois meses de licença e que ela, sem saber da irregularidade, não questionou. “As pessoas entendem que um bebê precisa da mãe, mas que uma criança mais velha, não. Na verdade, elas precisam até mais, pois um bebê você alimenta e coloca para dormir. Uma criança de 6, 7 anos precisa de atenção, que você converse com ela, que esteja presente”, afirma.
Mãe de duas crianças adotadas com 1 mês de idade quando ela trabalhava de forma autônoma, Cláudia*, que agora tem “um chefe para prestar contas”, afirma que deseja adotar uma terceira criança em breve. Não pretende avisar o empregador, com medo de ser desestimulada ou demitida. “Acho que vai ser complicado e muitas empresas vão fazer de tudo para não dar o direito, mas ele é muito bom, um mês ou dois meses é muito pouco”.
Já a analista de sistemas Cintia Francisquini, de 33 anos, que tirou apenas dois meses de licença ao adotar dois irmãos de 4 e 6 anos, em março, acredita que não foi prejudicada por ter ficado em casa menos tempo do que o garantido pela legislação. “Acho que a convivência vem com o dia a dia, não somente com esse tempo que a licença dá. É claro que para muitas mães seria bom ficar mais tempo com o filho, mas, no meu caso, fosse obrigatório ou não, eu optaria por retornar antes.”
*nomes fictícios

Serviço:
Mães adotivas que estiverem com problemas para conseguir o tempo integral de licença-maternidade devem procurar a Vara da Infância do município ou o Ministério Público. Se a adoção não se concretizar, a mãe não precisa “devolver” os dias da licença. As mulheres que tiveram menos tempo de licença podem solicitar os meses faltantes.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br em 27/08/2010

Setembro – Reunião mensal do Grupo de Apoio à Adoção

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Nste sábado, dia 4 de setembro, teremos a reunião mensal do Grupo de Apoio à Adoção do Instituto Amigos de Lucas.

Local: Pão dos Pobres -  Rua da República, nº 801 – Bairro Cidade Baixa
Horário: 9 horas da manhã

As reuniões são abertas à comunidade.

Amigos de Lucas e Adoção na TV Assembleia

domingo, 8 de agosto de 2010

Na última semana, a presidente do Instituto Amigos de Lucas, Rosi Prigol, participou de um debate sobre adoção promovido pela Assembleia Legislativa do Estado.

Entre as autoridades presentes, estava o juiz da 2ª Vara da Infância e da Juventude de Porto Alegre, José Antônio Daltoé Cezar.

O programa será exibido na TV Assembleia, sintonizada no canal 16 da NET, nos seguintes horários:

  • segunda-feira, dia 09 de agosto às 21h
  • quarta-feira, dia 11 de agosto às 20h
  • sexta-feira, dia 13 de agosto às 20h30
  • sábado, dia 14 de agosto às 13h20

Pai de Verdade!

sábado, 7 de agosto de 2010

Pai não é um condutor de destinos, mas o farol que aponta para um caminho de honestidade e de bem.

Neste dia dos pais, o Instituto Amigos de Lucas parabeniza a todos aqueles que adotam seus filhos, biológicos ou do coração, apontando e guiando-os pelo caminho da dignidade!

Agosto – Reunião do Grupo de Apoio à Adoção

domingo, 1 de agosto de 2010

Neste sábado, dia 7 de agosto, teremos a reunião mensal do Grupo de Apoio à Adoção do Instituto Amigos de Lucas.

Local: Pão dos Pobres -  Rua da República, nº 801 – Bairro Cidade Baixa
Horário: 9 horas da manhã

As reuniões são abertas à comunidade.

Projeto de lei quer proibir adoção por casais homossexuais

sábado, 24 de julho de 2010

Um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional pretende proibir de forma explícita a adoção por casais homoafetivos ou homossexuais – dois homens ou duas mulheres. A legislação brasileira atual não fala em orientação sexual para a adoção. A Justiça é a responsável por decidir cada caso.

Em abril, o Superior Tribunal de Justiça permitiu que um casal de mulheres adotasse duas crianças, no Rio Grande do Sul. A medida trouxe esperança a casais homossexuais. O Cadastro Nacional de Adoção tem mais de 5,2 mil meninos e meninas que sonham em deixar os abrigos do país.

A justificativa para o projeto de lei é que casais do mesmo sexo não formam uma família e a união causaria constrangimentos às crianças.

“Qual a criança que não sofreu preconceito na escola? Por ser negra, usar óculos, ser alto, baixinho. As crianças vão ter preconceito e isso nós vamos ter que trabalhar”, diz Tony Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros.

Fonte: G1, 13/07/2010

Projeto pretende facilitar as adoções

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A vereadora do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de Rio Pardo, Marisete Wietzke de Oliveira, defende um projeto para facilitar a adoção de crianças que estão em abrigos no Rio Grande do Sul. A atual presidente da Câmara já participou de diversas conferências em cidades como Jaguari, Uruguaiana e Porto Alegre. De todo o estudo que vem realizando, retirou ensinamentos preciosos. O principal, garante, é a necessidade de cobrar e redobrar a fiscalização em abrigos de crianças aptas à adoção. “A pesquisa que faço é intensa. Minha luta é justa e válida”, afirma. Ela já realizou palestras sobre o tema para diversos órgãos e instituições.

A vontade de defender os direitos das crianças em situação de vulnerabilidade social veio de um processo de adoção burocrático, porém pouco demorado, pelo qual Marisete e o marido passaram. “A rapidez teve uma causa que prefiro nem comentar”, diz. A vereadora estava na fila de adoção quando, depois de outros trâmites, foi chamada para conhecer o filho, João Armando Wietzke de Oliveira, hoje com dois anos e sete meses de idade. “Me adiantaram que ele era uma criança com problemas de saúde. Tínhamos nos habilitado, inclusive, a adotar alguém assim. Na verdade, depois de tratamentos, descobrimos que ele é muito normal. Era só falta de cuidado”, salienta Marisete.

Depois de tomar conhecimento da realidade que ronda alguns abrigos de crianças em todo o Estado, Marisete resolveu aderir à fiscalização. “Sei que sobram casais aptos para adotarem crianças, portanto não se trata de uma campanha de adoção”, afirma.

No último dia 7, em Porto Alegre, a parlamentar participou de uma audiência pública com gestores, representantes do Ministério Público e da Justiça e entidades. No encontro, tomou conhecimento dos números sobre adoção em âmbito estadual. “Há 4.228 crianças e adolescentes de até 18 anos habilitados para a adoção em casas de acolhimento institucional (abrigos) no Rio Grande do Sul”, explica. O Cadastro Nacional de Adoção tem 28.035 candidados à adoção.

De acordo com Marisete, acelerar os processos de adoção é de fundamental importância para se ter um Brasil mais justo, com possibilidade de futuro para as crianças. “Estou divulgando a ideia em todos os lugares onde vou”, complementa. Um dos exemplos mais representativos de agilidade nos processos, aponta, é o de uma juíza de Campo Bom, que em apenas um mês conseguiu resolver os casos de 108 crianças com a contratação, por meio da iniciativa privada, de assistentes sociais. “Dá para fazer. É preciso cobrar isso de todos os poderes responsáveis”, revela a petebista.

Além de fazer parte da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, ela também integra o grupo que irá averiguar denúncias e pressionar o Ministério Público para que haja maior fiscalização no andamento dos processos e também em abrigos. “Precisamos saber o porquê da demora. O que posso garantir é que há uma sujeira muito grande por aí”, dispara a vereadora. “Poucas pessoas se importam com isso, mas um dos dados mais impressionantes é descobrir que 80% dos apenados teriam um destino diferente se tivessem uma família”, defende.

Fonte: Gazeta do Sul, 13 de julho de 2010

A vereadora do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de Rio Pardo, Marisete Wietzke de Oliveira, defende um projeto para facilitar a adoção de crianças que estão em abrigos no Rio Grande do Sul. A atual presidente da Câmara já participou de diversas conferências em cidades como Jaguari, Uruguaiana e Porto Alegre. De todo o estudo que vem realizando, retirou ensinamentos preciosos. O principal, garante, é a necessidade de cobrar e redobrar a fiscalização em abrigos de crianças aptas à adoção. “A pesquisa que faço é intensa. Minha luta é justa e válida”, afirma. Ela já realizou palestras sobre o tema para diversos órgãos e instituições.

A vontade de defender os direitos das crianças em situação de vulnerabilidade social veio de um processo de adoção burocrático, porém pouco demorado, pelo qual Marisete e o marido passaram. “A rapidez teve uma causa que prefiro nem comentar”, diz. A vereadora estava na fila de adoção quando, depois de outros trâmites, foi chamada para conhecer o filho, João Armando Wietzke de Oliveira, hoje com dois anos e sete meses de idade. “Me adiantaram que ele era uma criança com problemas de saúde. Tínhamos nos habilitado, inclusive, a adotar alguém assim. Na verdade, depois de tratamentos, descobrimos que ele é muito normal. Era só falta de cuidado”, salienta Marisete.

Depois de tomar conhecimento da realidade que ronda alguns abrigos de crianças em todo o Estado, Marisete resolveu aderir à fiscalização. “Sei que sobram casais aptos para adotarem crianças, portanto não se trata de uma campanha de adoção”, afirma.

AGILIZAÇÃO

No último dia 7, em Porto Alegre, a parlamentar participou de uma audiência pública com gestores, representantes do Ministério Público e da Justiça e entidades. No encontro, tomou conhecimento dos números sobre adoção em âmbito estadual. “Há 4.228 crianças e adolescentes de até 18 anos habilitados para a adoção em casas de acolhimento institucional (abrigos) no Rio Grande do Sul”, explica. O Cadastro Nacional de Adoção tem 28.035 candidados à adoção.

De acordo com Marisete, acelerar os processos de adoção é de fundamental importância para se ter um Brasil mais justo, com possibilidade de futuro para as crianças. “Estou divulgando a ideia em todos os lugares onde vou”, complementa. Um dos exemplos mais representativos de agilidade nos processos, aponta, é o de uma juíza de Campo Bom, que em apenas um mês conseguiu resolver os casos de 108 crianças com a contratação, por meio da iniciativa privada, de assistentes sociais. “Dá para fazer. É preciso cobrar isso de todos os poderes responsáveis”, revela a petebista.

Além de fazer parte da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, ela também integra o grupo que irá averiguar denúncias e pressionar o Ministério Público para que haja maior fiscalização no andamento dos processos e também em abrigos. “Precisamos saber o porquê da demora. O que posso garantir é que há uma sujeira muito grande por aí”, dispara a vereadora. “Poucas pessoas se importam com isso, mas um dos dados mais impressionantes é descobrir que 80% dos apenados teriam um destino diferente se tivessem uma família”, defende.

Comissão debate problemas enfrentados em processos de adoção

domingo, 11 de julho de 2010

A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos debateu em audiência pública realizada nesta quarta-feira (7), no Plenarinho, o tema “Adoção: ideias, mitos e preconceitos”. Participaram representantes do Ministério Público Estadual, Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Juizado da Infância e da Juventude de Porto Alegre, Prefeitura de Porto Alegre, Fundação de Assistência Social e Cidadania, Instituto Amigos de Lucas e Conselhos Tutelares.

Segundo o requerente da audiência, deputado Marquinho Lang (DEM), todos – sociedade e instituições e Poder Judiciário – precisam entender que adoção não é problema, mas solução. “90% dos apenados, hoje, vieram de famílias desestruturadas”, lembrou. “Precisamos atuar na origem do problema”, disse, criticando as dificuldades e demora no encaminhamento de processos de adoção que impedem que dezenas de famílias cadastradas possam adotar alguma das milhares de crianças que hoje lotam instituições de acolhimento.

No Brasil, hoje, o prazo para cumprir processo de adoção é de dois anos, considerado muito longo dado as exigências dos próprias famílias interessadas, a grande maioria buscando crianças de até dois anos.

Cadastro
Maria Regina Azambuja, procuradora de Justiça do Ministério Público Estadual (MPE), informou que existem, atualmente, 4.228 crianças e adolescentes de até 18 anos habilitadas para a adoção, em casas de acolhimento institucional (abrigos) no Rio Grande do Sul. Destas, 1.612 estão aptas a serem adotadas. Em Porto Alegre, segundo ela, cerca de 2.000 crianças e adolescentes vivem em abrigos. Ela informou, também, que o Cadastro Nacional de Adoção possui, atualmente, 28.035 candidatos a adoção.

“A partir da Constituição de 1988 a criança tornou-se prioridade, mas, na prática, ainda estamos longe do ideal, de garantir sempre os direitos sob a ótica do interesse dela”, lembrou a representante do MPE. “A Lei por si só não basta, muitas vezes acaba servindo para impedir sua aplicação”. Segundo ela, a obrigatoriedade da criação da Ficha de Acolhimento pelo Conselho Nacional de Adoção, no ingresso da criança, poderá evitar muitas problemas hoje enfrentados.

Delegado de polícia responsável pelo Departamento Estadual da Criança e Adolescente (Deca), Christian Nedel explicou que os maus tratos e abusos contra crianças e adolescentes, na grande maioria, originam-se dentro de casa. “Este jovem acabará reproduzindo esta violência, e esta situação avança atualmente principalmente em virtude do aumento do uso do crack”.

Crack
Presidente do Instituto Amigos de Lucas, Maria Rosi Prigol listou as enormes dificuldades enfrentadas por aqueles que querem adotar. “Isto não é admissível”, opinou. O instituto realizou sete adoções para outros estados no mês de maio enquanto, no Rio Grande do Sul, conseguiu realizar apenas uma adoção, informou. “É papel de todos nós lutar pelos direitos dessas crianças terem uma família”. Para ela, abrigos deveriam ser casas de passagem e não “casas de ficagem”.

Miguel Velásquez, promotor de Justiça e Defesa dos Direitos Humanos do MPE, manifestou ser favorável à agilização dos procedimentos para adoção por parte da Justiça, com claros e bons critérios para aqueles que querem adotar, mas colocou-se contrário à pressa. “Não podemos promover atos de caridade nem associar o rótulo de abandono com criminalidade”. Velásquez defendeu a necessidade de estudar os nós deste processo e um mutirão das instituições públicas para agilizar os pedidos de adoção.

A maioria dos participantes manifestou a necessidade de articular instituições de acolhimento com equipes interdisciplinares da Justiça, ressaltando o trabalho em conjunto com a partes, com comunicação ágil e objetivos convergentes. Segundo relatos, bebês de mães drogadas, principalmente em ‘crack’, são um dos principais problemas enfrentados pelas instituições de acolhimento.

Fonte: Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul – Agência de Notícias, 07/07/2010

Concedida adoção de criança por casal homossexual no litoral norte de SC

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A juíza Joana Ribeiro Zimmer, que atua no litoral norte de Santa Catarina, deferiu o pedido de adoção de menor por um casal homossexual. A criança estava sob a guarda do casal desde os primeiros dias de vida, em razão do parentesco de uma das companheiras com a criança, e os pais biológicos confirmaram a intenção de entregá-la à adoção, mesmo ciente do relacionamento homoafetivo das adotantes.

Na sentença, a magistrada enfatizou que a criança está recebendo toda a assistência e atenção, pelo que apresenta desenvolvimento sadio e seguro. Adiantou ser salutar garantir à criança duas fontes de cuidados e obrigações, quais sejam, a obrigação de alimentos e a garantia do direito de herança.

Ela observou que apesar da situação ser atípica, o Superior Tribunal de Justiça teve entendimento inédito, no sentido de ser possível a adoção de criança por casal de homossexuais. “Desta forma, entendo que, apesar de não estar expressamente prevista em lei a possibilidade de adoção por um casal de homossexuais, não há como negar que não há proibição”, concluiu Joana.

Na sentença, a magistrada destacou, ainda, que as correntes mais vanguardistas do direito de família e infância lamentam que a nova Lei de Adoção não tenha acolhido expressamente essa situação, mas não há dúvidas de que o maior interesse da criança abarca tal possibilidade.

Neste sentido, citou o exemplo da juíza fluminense Andrea Pacha, que iniciou o projeto de Cadastro Único da Adoção, no Conselho Nacional de Justiça – CNJ. “Portanto, sob este prisma, entendo que estão preenchidos todos os requisitos para a adoção, de tal sorte que a procedência da ação é a medida que desponta necessária para a garantia dos direitos e do bem-estar da criança em questão”, finalizou a magistrada.

Fonte: Tribunal de Justiça de Santa Catarina, 05/07/2010.

Reunião mensal do Grupo de Apoio à Adoção

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Neste sábado, dia 3 de julho, teremos a reunião mensal do Grupo de Apoio à Adoção do Instituto Amigos de Lucas.

Local: Pão dos Pobres -  Rua da República, nº 801 – Bairro Cidade Baixa
Horário: 9 horas da manhã

As reuniões são abertas à comunidade.